Edição 164 – 13/9/2017

Unidos pela vitória de todos os servidores do BCB


O serviço público brasileiro vem sofrendo, de forma muito bem organizada, um processo de desmoralização, enxugamento e precarização de suas atividades pelo governo federal.

Diversas medidas já foram aprovadas, estão sendo discutidas, ou serão, em breve, encaminhadas pelo Executivo para aprovação do Congresso Nacional. Limitação do teto de gastos, terceirização na Administração Direta, exoneração de servidores estáveis por insuficiência de desempenho, reforma das regras previdenciárias, aumento da contribuição (CPSS), suspensão por tempo indeterminado dos concursos públicos e demissão voluntária são apenas alguns componentes do pacote de desvalorização em curso.

Paralelamente, os servidores são apresentados à sociedade, por meio de inserções exaustivamente propaladas pelas mídias, como os grandes culpados pela grave crise fiscal pela qual passa o país. São seus altos salários e a previdência, supostamente deficitária, que sangram a nação e, caso corrigidas essas distorções, a economia voltaria a prosperar.

Na esteira dessas notícias, o adiamento ou “calote” dos reajustes estabelecidos em leis para janeiro de 2018 e de 2019, ironicamente anunciados como acima dos índices inflacionários, acaba sendo visto como medida absolutamente justa por grande parte da população.

Diante desse quadro, massacrados pelo governo e sem contar com o apoio da sociedade, nós servidores públicos precisamos também organizar ações de modo a enfrentar as ofensivas, cada vez mais descaradas, de nos desqualificar e enfraquecer.

Precisamos estar presentes em todas as frentes de batalha, lutar contra todas essas investidas governamentais de forma ampla e sem esquecer jamais de nossas questões específicas, como a modernização da carreira de Especialista, as assimetrias salariais, o PASBC e a manutenção das representações regionais.

Toda vitória nesse enfrentamento deverá ser muito comemorada, tamanha a desigualdade de forças entre os conflitantes, mas precisamos ter em mente que nenhuma conquista que viermos a conseguir, por si só, terá o condão de resolver nossos problemas, pois todas as demandas, tanto as gerais como as específicas, estão intimamente ligadas.

Finalmente, mas não menos importante, precisaremos muitas vezes caminhar em conjunto com as demais carreiras de servidores públicos, pois muitas das medidas nos atingem como um todo, outras, àqueles que exercem atividades típicas de Estado e, somente de maneira coletiva, aumentaremos nossa força.

Vamos juntos nessa luta, unidos em torno de ideais comuns, que beneficiem a todo o conjunto de servidores do Banco Central.

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5ª feira, 23 de novembro de 2017
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