Edição 56 - 12/03/2012

CAMPANHA SALARIAL: MOBILIZAÇÃO E NEGOCIAÇÃO

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CAMPANHA SALARIAL: MOBILIZAÇÃO E NEGOCIAÇÃO

Adaptação do Boca Paulista Eletrônico de 7 de Março de 2012

 

 

A inflação dos últimos três anos tem corroído o poder de compra dos servidores do Banco Central que, em grande parte, são os responsáveis pela superação da crise iniciada em 2008. Mas o Governo não tem demonstrado interesse em reconhecer esse mérito com a recomposição salarial necessária, merecida e de direito.

 

Para conquistar este pleito, o sindicato está buscando uma grande mobilização, pois a resistência que o Governo oferece aos servidores é um convite á mobilização e à manifestação de nossa indignação, visto que o último reajuste foi negociado há quase quatro anos, acumulando-se perda de 21,4% do patamar definido em julho de 2008, indicando o percentual das perdas do subsídio dos servidores, com negativos reflexos nas finanças pessoais que prejudicam a qualidade de vida destes funcionários. Neste sentido, faz-se necessário atuar em harmonia com o conjunto das entidades representativas, com diálogo, mas sem perder de vista os pontos aprovados em votação eletrônica por toda a categoria de servidores do Banco Central.

 

Filiações ao Sindicato e participação dos servidores nas assembleias contribuem muito com o cenário de representatividade e força de nossas reivindicações. Embora as demandas apresentadas pelo Sindicato sejam meritórias, é preciso uma maior participação dos Servidores do Banco Central para intensificarmos a mobilização em torno dessas demandas e pressionarmos o Governo para o fechamento de um acordo.

 

Diversas questões nos são colocadas, como: até que ponto devemos trabalhar conjuntamente com as 32 entidades de servidores públicos?  De que forma devemos fazer uma campanha salarial conjuntamente com a Receita Federal, inclusive com a mesma proposta de calendário, índice de reposição de perdas e paralisações conjuntas?

O fato é que há uma movimentação conjunta de todos os funcionários públicos, como consequência do congelamento dos salários determinado pela atual Presidente, assim como se fez no início do Governo anterior. A ausência de qualquer negociação faz com que os subsídios, congelados, sofram os efeitos inflacionários que o servidor constata a cada dia.

 

Não há mais as desculpas do passado. A inflação começa a ceder ao centro da meta, a perspectiva é que a economia brasileira cresça mais em 2012 que em 2011 e o Governo já atingiu o nível de superávit fiscal primário proposto de 3,3%. Agora é hora de evitar a desintegração da máquina pública, em especial do Banco Central, órgão vital para se enfrentar um mundo tão cheio de incertezas tanto na oferta de crédito, quanto na estabilidade do sistema financeiro.

 

Com as perspectivas positivas para a economia nacional, não há mais espaço para o Governo continuar negando o que é de direito e merecido aos servidores. Assim, o SINAL reforça a necessidade de iniciar as negociações para o atendimento das reivindicações da categoria, ampliar o debate e intensificar as mobilizações. Para tanto, é de extrema importância a participação e colaboração de todos em nossas Assembleias.

 

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