VOTO NULO NÃO ANULA!

            No início deste mês arquitetei um plano para anular o voto sem despertar suspeitas. Com título em Friburgo, permaneceria no Rio no dia da eleição e justificaria a ausência ao pleito numa seção eleitoral qualquer.           Alguns fatos me chamaram de volta a razão. O primeiro foi que passei a receber mensagens com teses opostas. Umas dando conta de que "uma eleição será invalidada caso mais de 50% dos votos sejam nulos". E outras, dizendo que "a anulação de um pleito não se faz em função de votos nulos. Mas, em função de fraude eleitoral". Sobre esse ponto, pergunto porque o TSE não vem a público – como é da sua obrigação – para esclarecer que a segunda afirmativa é a que está correta.          Outro fato foi à concordância com a nova campanha que rola na internet para o sufrágio em candidatos limpos. Ou seja, o pleito de domingo pode se transformar na oportunidade da realização de uma autêntica e democrática limpeza política. Posso estar enganado, mas, entre outros, a Ângela Guadagnin, a dançarina do congresso, não será reeleita.             Contudo, a pá de cal veio de um puxão de orelhas da minha esposa para o "cumprimento do dever cívico com o voto válido. Voto nulo não é protesto! É omissão!".           Devidamente "convencido", passei a estudar o cardápio das opções de candidaturas.           Para presidente, como brizolista póstumo, vou votar no candidato a vice pelo PDT, Gérson Peres, mesmo considerando que, ao contrário do que deseja o IBOPE e para desespero de o Globo, a eleição está decidida no primeiro turno. Para governador Vladimir, senado, Jandira, e para deputado em Miro Teixeira e Carlos Minc.          O problema é o provável 2º turno fluminense entre Sérgio Cabral e Denise Frossard.         Antes dizer qual vai ser a minha atitude, vou preparar o espírito de quem lê essas linhas para o apocalíptico próximo parágrafo: nos anos 70, todos os candidatos à prefeitura de Friburgo não reuniam condições para exercer a função. Na onda do "ruim por ruim, voto no pior", ganhou o "pior". Como o castigo vem a galope, houve uma mudança no calendário eleitoral, e, para desespero da população, o "pior", que a princípio ficaria quatro anos no cargo, ganhou mais dois de lambuja. Tivemos que aturar o cidadão por seis intermináveis anos.          Como Deus é grande, tenho fé que de tudo se resolve no dia 1º.  Caso contrário, vou tapar o nariz e escolher. Deus terá que ser maior ainda!            Por segundos também pensei em acatar uma irônica sugestão da minha esposa para trocar o voto nulo pela atitude do Caetano Veloso na eleição de 2002 quando, "para fica bem com ele mesmo", votou no 1º turno Lula e no segundo, no Serra “.       Entretanto, a seguir, ela fez um último comentário sobre o cantor/compositor,  que me fez desistir da idéia  no ato:  "Aquele babaca… !" 

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