Servidores do BC mantêm greve e negam paternidade de Bolsonaro sobre o PIX

    Os servidores do Banco Central decidiram, em assembleia realizada nesta terça-feira (28), manter a greve até o dia 4 de julho, data em que ainda é possível conceder reajuste em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal. Os servidores anunciaram que farão no dia 4 de julho um ato nacional virtual de valorização da carreira de Especialista do BC.

    “No dia 4/7/2022, faremos um ato nacional virtual de valorização da carreira de Especialista do BC, protestando contra a falta de diálogo e contra o desrespeito por parte do sr. Roberto Campos Neto em relação às demandas dos servidores”, disse o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinai), Fábio Faiad, por meio de nota.

    “A greve vai continuar a afetar a divulgação da PTAX, a assinatura de processos de autorização no sistema financeiro, a realização de eventos e reuniões com o sistema financeiro e outras atividades. O Pix não vai ser interrompido: é uma criação dos servidores do BC em prol da sociedade brasileira”, completou.

    Polêmica com o Pix

    O Sinal também divulgou uma nota contra o uso político do Pix – meio de pagamento eletrônico desenvolvido pelo BC. O Sinai destacou que, diferentemente que vem sendo propaganda, o serviço não foi criado na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL). “Tal sistema de pagamento instantâneo foi criado e implementado pelos Analistas e Técnicos do Banco Central do Brasil – ou seja, por servidores concursados de estado, não pelo atual governante ou por qualquer outro governo”, disse o sindicato.

    “Primeiramente, é importante ressaltar que o início do projeto do Pix é bem anterior ao mandato do atual Presidente da República. A portaria do Banco Central n. 97.909, que instituiu o grupo de trabalho para desenvolver uma ferramenta interbancária de pagamento instantâneo, foi publicada em 3 de maio de 2018, muito antes da eleição do atual governo”, completou, ao reforçar que o PIX não constava no programa de governo de Bolsonaro na eleição de 2018.

    Fonte: Congresso em Foco

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