Edição 08.03.2021 - à tarde

Dia Internacional da Mulher Trabalhadora – Dia de Memória, Dia de Luta

“Dizem que a mulher é o sexo frágil
Mas que mentira absurda!
Eu que faço parte da rotina de uma delas
Sei que a força está com elas” (Erasmo Carlos)

O Dia Internacional da Mulher nasceu de um dos episódio mais tristes de suas centenárias lutas pela vida, por respeito, por dignidade. Em 8 de março de 1857, em meio a greve por jornada de 10 horas da empresa Cotton, de Nova Iorque, o patrão provocou um incêndio em que pereceram 129 tecelãs.

Suas lutas nunca se restringiram a jornadas e salários. Buscavam também condições dignas para todos, como maravilhosamente resume o slogan “Bread for all, and roses too”, imortalizado na greve das indústrias têxteis em Lawrence, Massachusetts, em janeiro e março de 1912, que passou à História como “Bread and Roses Strike”.

Desde então, graças às lutas e esforços de gerações de mulheres como aquelas, o papel da mulher na sociedade mudou bastante.

Assim na sociedade, assim no Banco Central do Brasil:

“Em paralelo às reivindicações comuns aos interesses dos funcionários de ambos os sexos, as mulheres no Banco Central sempre buscaram, ao longo dos anos, constituir um melhor ambiente de trabalho, sem discriminação ou preconceito por sua condição feminina. As queixas eram procedentes, e refletiam a discriminação sofrida pelas mulheres na sociedade. No Banco, além de sofrerem com questões relacionadas a assédio moral e até mesmo sexual, a ascensão das funcionárias na carreira, por meio da indicação a cargos de comando ou comissionados, era pouco frequente” (Um Sinal na História, vol. 1 – 2016).

Neste Dia Internacional da Mulher, desejamos homenagear todas mulheres de nossa categoria, e em especial àquelas que participam ou participaram das lutas sindicais. Mulheres que, muitas vezes, são também mães, que precisam conciliar trabalho, cuidado com os filhos, etc. As vidas familiar e profissional se imbricam, constituem um desafio, e que é ainda maior ao participarem das lutas coletivas.

Nas pessoas das nossas colegas Glória (in memoriam), e Leonir, atualmente a única mulher no Conselho Regional do Sinal, grandes guerreiras, prestamos nossa homenagem e reconhecimento a todas, deixando nosso convite para, juntos, continuarmos a luta pela nossa categoria e pelo nosso Banco Central. Que todos nós, servidoras e servidores, prossigamos as lutas por vida digna para todos!

Porto Alegre, 08 de março de 2021.

 

Conselho Regional do Sinal – Porto Alegre (RS)

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