Edição 6 – 20/02/2017

É possível BC+ com servidor BC-?

Não existe dúvida quanto à importância do Projeto BC+ para o aprimoramento do papel institucional do Banco Central do Brasil e suas repercussões positivas para o Estado brasileiro. Também é anseio de todo o corpo funcional a escolha dos quatro pilares, quais sejam: garantia da eficiência do sistema financeiro; redução do custo de crédito; aprovação do marco regulatório do BC (autonomia da instituição); e garantia ao cidadão do acesso a serviços financeiros de qualidade.

Pertencemos a uma Autarquia que presta serviços dos mais relevantes para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil e para o bem-estar de toda a sociedade. Não é por acaso que existia certa paridade remuneratória entre as carreiras tipicamente de Estado (Polícia Federal, Receita Federal e Banco Central). Com o recente aumento diferenciado dado à Polícia Federal e à Receita Federal quebrou-se a já desvantajosa “paridade salarial”, escancarando uma inadmissível assimetria remuneratória, agravada pela diferenciação do número de níveis de progressão entre as carreiras e pré-requisitos de admissão (nível médio) para a carreira de Técnico do Banco Central.

A desvalorização do servidor do Banco Central frente às demais carreiras faz com que a categoria se sinta preterida e rebaixada de patamar. Além dos efeitos imediatos sobre o clima organizacional e a produtividade, a manutenção da assimetria salarial agravará o risco de RH, dificultando a manutenção de talentos, com perda do tempo e dinheiro investidos nos servidores para sua formação em serviço, e acarretará ainda redução na atratividade das Carreiras de Especialistas do Banco Central.

Não aceitamos receber tratamento diferenciado! Sempre estaremos dispostos a tornar nosso BC + competente, + efetivo e + eficiente.

O realinhamento salarial e o nível superior podem ser implementados ainda em 2017, pois, por iniciativa do Sinal, parlamentares apresentaram emendas à MP 765/16 da Receita Federal, ora em tramitação no Congresso Nacional.

O presidente Ilan já assumiu compromisso público em defender o fim da assimetria salarial.

A realidade está posta. Não existe mais o que esperar, é dever de cada um de nós defendermos nossos legítimos interesses.

Na enquete realizada com os servidores ativos de Fortaleza, 83% estão insatisfeitos com essa situação, sendo que 64% estão dispostos a lutar pelo realinhamento salarial.

Não é possível construir um BC+ com servidor BC-.

Assim, todos os servidores estão convidados para a assembleia-ato, no dia 21 de fevereiro, terça-feira, a partir das 15h, no auditório do Banco Central.

Sinal, nossa fortaleza

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