Edição 0 - 15/09/2003

Boletim n. 343, de 15/09/03

PCS: AVAN€O CAUTELOSO – A recente divulga‡Æo das novas tabelas de vencimentos para o BC consolida avan‡os significativos em rela‡Æo … mal intencionada MP-45, que, no curto per¡odo em que vigeu, configurou-se como verdadeiro instrumento de puni‡Æo em mÆos ineptas, gerando iniqidades inaceit veis. As novas tabelas trarÆo, ap¢s implementadas, benef¡cios salariais maiores e menos concentrados, gerando efeito or‡ament rio substancialmente maior do que a mencionada Medida Provis¢ria. Embora ainda estejam aqu‚m de nossas necessidades institucionais, as novas tabelas nÆo agravam a segmenta‡Æo existente no corpo funcional do BC. Longe disso, ao tornar as carreiras menos verticalizadas, fortalecem o esp¡rito corporativo entre os funcion rios da casa. NÆo temos d£vida de que esse ‚ o £nico caminho para construirmos um plano de cargos … altura da Institui‡Æo e da qualidade t‚cnica de seus servidores. NÆo podemos esquecer de responsabilizar os omissos por nÆo termos conseguido ˆxito maior nas negocia‡äes com o Comitˆ. Sem d£vida, nosso poder de convencimento seria muito maior se, em algum momento, tiv‚ssemos contado com maior adesÆo. De qualquer forma, devemos destacar o salto na qualidade pol¡tica do movimento nos £ltimos dias, devido ao forte engajamento dos funcion rios que ingressaram no £ltimo concurso. Merece destaque tamb‚m a participa‡Æo dos que estÆo no topo da tabela de vencimentos que, mesmo recebendo um aumento ¡nfimo (quase nada), demonstraram grande consciˆncia corporativa. O CR-SP parabeniza todos pela participa‡Æo nas mobiliza‡äes, considerando que nossa maior conquista nÆo foi uma simples e, ainda insuficiente, tabela de vencimentos, mas sim o fortalecimento de nosso esp¡rito de corpo. Por fim, faz-se necess rio ressaltar que o Sindicato defender  sempre uma estrutura de cargos que reconhe‡a a importƒncia institucional do Banco Central e a qualidade t‚cnica do trabalho de seus servidores. O Banco Central deve atuar em defesa da sociedade e nÆo dos banqueiros, deve ter servidores competentes e bem pagos, e nÆo ser um reduto de lacaios subservientes.  por isso que continuaremos lutando. / M rcio Silva Paulo – Conselheiro Regional do Sinal/SP —————————————————————————————————————————— NÇO  HORA DE PENDURAR AS CHUTEIRAS – Quinta-feira, 25/8, mais uma etapa foi encerrada, com a aprova‡Æo da tabela proposta pelo Comitˆ instalado para negociar as questäes trabalhistas do Banco Central. Para quem pensa que foi uma vit¢ria, ‚ importante lembrar que h  seis meses n¢s tamb‚m aprovamos uma tabela, com valores bastante superiores … atual, a qual nÆo passou de mero ¢pio, oferecido pela diretoria do Banco aos funcion rios, em uma vÆ tentativa de comprar o seu empenho e a sua lealdade sem nada pagar. NÆo fosse a mobiliza‡Æo dos funcion rios, que for‡ou a cria‡Æo do Comitˆ, at‚ hoje o Dr. Fleury, que dizia dispor de 173 milhäes para o dito PCS ser implementado retroativo a janeiro de 2003, estaria mendigando recursos, sabe-se l  em que miser vel montante, para implantar um PCS talvez em 2005, pois nÆo teria conseguido inclu¡-lo no or‡amento do ano que vem. Somente em fun‡Æo da nossa mobiliza‡Æo ocorreram as reuniäes do Comitˆ, pois, como verificamos logo no in¡cio de suas atividades, havia sido constitu¡do para nos enrolar, j  que o Dr. Fleury nÆo mais estava conseguindo isso. Mas surtiu resultados, e conseguimos a nossa “preciosa” tabela. Assim, agora, o que temos? O que temos ‚ praticamente a mesma coisa que t¡nhamos em mar‡o, quando aprovamos a tabela do Dr. Fleury. Se, naquela data, isso se concretizou em nada, agora temos menos do que nada, pois a tabela atual ‚ menor que a primeira. Ap¢s a assinatura do acordo com os subalternos dos minist‚rios, ainda teremos que esperar a elabora‡Æo de um projeto de lei nos termos acordados, que este projeto seja transformado em Lei pelo Congresso, e finalmente que esta seja sancionada pelo Presidente da Rep£blica.  isso que ‚ ser funcion rio p£blico? Ter dezenas ou centenas de paträes para ordenar, espalhados por todos os n¡veis das hierarquias burocr tica e pol¡tica, mas nÆo ter sequer um a quem pedir, pois todos se reputam incompetentes? Sim, todos nos dÆo ouvidos, mas ningu‚m det‚m a competˆncia para nos atender. O atual sistema foi montado para oprimir o funcionalismo, e nÆo objetivando o atendimento das necessidades da sociedade, que jamais poder  usufruir um servi‡o p£blico eficiente prestado por funcion rios oprimidos, desprezados, enganados e mal remunerados. Isso precisa mudar, e ser  talvez a mais dura batalha que se apresenta em nossos horizontes. Por hora, estamos retornando aos postos de trabalho, devendo, entretanto, manter os esp¡ritos preparados para novas mobiliza‡äes, pois nÆo h  qualquer garantia de que nossos pleitos virÆo a ser atendidos, mesmo ap¢s a assinatura do acordo com o Comitˆ. Ainda nÆo ‚ hora de pendurar as chuteiras. / R“mel R. De Rosis – Conselheiro Regional do Sinal/SP

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