Edição 447 - 31/05/2005

A SEMANA DA MEDICINA PREVENTIVA

A SEMANA DA MEDICINA PREVENTIVA

– 31/05/2005 A 03/06/2005 –

Saúde é energia! Saúde é alegria! Saúde é vida! Por isso, o PASBC está patrocinando, com o apoio do SINAL/SP, a Semana da Medicina Preventiva, que ocorrerá entre 31/05/2005 e 03/06/2005, no auditório do Banco Central (20º andar), para que você e seus familiares possam sempre desfrutar de uma vida plena de saúde.

Na ocasião, serão distribuídos pelo PASBC, com o apoio do Sinal/SP, kits dentários aos funcionários, contratados e estagiários.

Quando tecemos considerações no âmbito da saúde, cabe relembrar que as empresas devem valorizar em seus programas de caráter médico-assistencial os seguintes mandamentos: promoção da saúde; prevenção de doenças; diagnóstico e tratamento.

Promoção da saúde diz respeito a convenientes salários, alimentação, educação e saneamento básico. Não seria exagero afirmarmos que a permanência, há mais de 25 anos, do mesmo carpete nas dependências do Banco Central, repleto de ácaros e com buracos que representam verdadeira armadilha ao andarilho desavisado, constitui afronta diária à nossa saúde.

A prevenção de doenças se dá sobretudo por meio da prática diária de hábitos saudáveis e de exames periódicos. Anualmente, pelo PASBC, o funcionário realiza exame periódico. Não há, porém, exames periódicos oftalmológicos ou dentários. O Sinal já incorporou ao pleito da campanha de 2005 a exigência desses exames, por entender seu caráter fundamental à saúde do funcionário.

No mesmo contexto, se insere a aplicação da vacina contra a gripe, que caso fosse oferecida pelo Banco Central, permitiria ganho inestimável do ponto de vista da produtividade do trabalhador. Atualmente, o funcionário arca com o custo da vacina contra a gripe.

Ademais, a relação existente entre bem estar, qualidade de vida e saúde já está exaustivamente comprovada. Com a redução da jornada de trabalho, o servidor do Banco Central, tendo mais tempo disponível para o lazer, a família e a prática de esportes ou hobbies, teria mais disposição no dia-a-dia – ou “saúde” – o que se traduz em diminuição do absenteísmo e aumento do rendimento no serviço. Infelizmente, não obstante, se a Direção do Banco Central acenou seu discurso há poucos meses na direção da redução da jornada de trabalho, atualmente a mesma vem comentando tão somente sobre as benesses auferidas com a catraca eletrônica. Mais uma vez, o funcionário do Banco Central foi enganado em sua boa fé: em nome de um benefício que não se concretizará, o Banco despeja goela abaixo mais uma obrigação nas nossas costas. Trocando em miúdos: seremos “laureados” apenas com o ônus da flexibilização.

Seguindo a linha desoladora do panorama atual, para diagnóstico e tratamento, o servidor vem se confrontando com questões relativas ao PASBC, vez que o nosso plano de saúde vem incorrendo em déficits sistemáticos e tendentes a aumentar. Em 2003 e 2004, os participantes contribuíram com 80%, e o governo com 20%, e o déficit foi de R$ 10 milhões, o que deverá se repetir em 2005. Em 2004, a Diretoria do Banco Central cobriu o déficit do plano de saúde com o aporte de R$ 40 milhões, mas já avisou que, em 2005, não repetirá o feito. Então, como garantir um futuro melhor para a assistência à saúde prestada aos servidores do Banco Central?

São tantas as necessidades no campo da saúde, que o SINAL/SP decidiu também organizar um Grupo de Estudo sobre a Saúde do Servidor (GESS), coordenado pela Diretoria de Assuntos Técnicos do SINAL, e aberto à participação de todos os colegas (filiados ou não), onde se pretende analisar cenários e levantar alternativas visando à preservação de um programa de saúde digno para a categoria.

 

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Poema Ecológico

 

Céu tingido de vermelho

Pôr de sol na poluição

Do outro lado a lua cheia

Prateando a imensidão

Brilha altiva, indiferente

No infinito céu da gente

 

Claro azul no fim da tarde

O vermelho invadiu

Foi nascendo a cor de anil

Veio a noite e engoliu

 

A natureza é tão linda

Apesar da poluição

Isso eu digo ao meu cão

 

Ele franze as orelhas

Arregala o olhar marrom

Procurando além das telhas

Das florestas o verdor

 

O meu cão em vão fareja

O cheiro bom, cheiro de mato

Mas o mato foi queimado

E enterrado no concreto

 

Neste nosso apartamento

A natureza sem assento

O instinto a gritar

 

Cadê meu mato verde

Meu ar puro de cheirar?

 

Cleide Napoleão

QUESP- SP, maio/2005

 

 

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SINAL, perto de você !

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