Edição 43 - 22/06/2012

SINAL-SP INFORMA nº 43, de 22.6.12: Deliberações da assembleia regional de 22.6 / Nota de pesar / Saiu na imprensa

 

SINAL-SP INFORMA

     São Paulo, 22 de junho de 2012 – nº 43

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CORROSÔMETRO SALARIAL

22,92 %

(IPCA) *

de julho 2008 a maio 2012

 

* fonte: BCB – Calculadora do Cidadão > Correção de valores 

DELIBERAÇÕES DA ASSEMBLEIA DE 22/6

Foram aprovadas as seguintes propostas na assembleia regional desta sexta-feira, 22/6/12, em São Paulo, que contou com a assinatura de 91 servidores na lista de presença:

1.    NOTA DE REPÚDIO ao editorialMenor e Menor” publicado pelo jornal Folha de São Paulo, nesta data, reproduzido no quadro SAIU NA IMPRENSA. A proposta recebeu 1 voto contra, com 3 abstenções;

2.     MOÇÃO DE APOIO ao Conselho Regional do Sinal Porto Alegre pela Nota de Pesar, de 21/6/12, reproduzida abaixo, que foi lida ao som da marcha fúnebre. A proposta não teve voto contra, com 1 abstenção;

3.    Mudança de horário da próxima assembleia, na segunda-feira, dia 25/6/12: será às 10h, tendo em vista a realização, às 14h, no auditório do BC (20º andar), do Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público.

Mais informações sobre a assembleia, no próximo boletim.

 

  

NOTA DE PESAR 

Os servidores do Banco Central do Brasil lotados em Porto Alegre, reunidos em assembleia, repudiam atitude recente do titular da Dirad, que sequer se deu ao trabalho de responder ao Sinal/RS o pedido formal de reunião, devidamente  formalizado na véspera por colegas do Sinal/SP, para tratar de questões do funcionalismo, no curso de viagem de trabalho à nossa regional.

Os servidores sabem que a crescente irrelevância daquela diretoria no trato das questões relativas ao funcionalismo ocorre, sobretudo, por fatores que independem da vontade dos gestores do BC. Apesar das limitações, os ocupantes antecessores do cargo procuravam ouvir o funcionalismo e esforçavam-se para ao menos tentar influenciar positivamente os processos negociais entre Sindicato e Governo. O cargo era exercido com maior respeito.

A descortesia de ignorar o funcionalismo é somente a cereja de um bolo que está cada vez mais difícil de engolir.

A Dirad, além de negar-se a receber o funcionalismo, ausenta-se totalmente das tratativas com o MPOG e não mostra interesse em colaborar no chamado GT da Litigiosidade (cálculos encomendados ao Depes há semanas ainda não estão prontos). Em suma: foge da função primordial de trabalhar pela valorização do funcionalismo.

A mesma crítica pode ser estendida ao presidente Alexandre Tombini, que parece aceitar sem questionamento o que vem do Palácio do Planalto, da migração da folha de pagamento para o MPOG ao arrocho salarial dos servidores do BC.

Nós, servidores de Porto Alegre, clamamos por mudanças profundas e urgentes na forma de atuação da Diretoria Colegiada como um todo e da Dirad em particular, no que tange aos assuntos do funcionalismo.

 

SAIU NA IMPRENSA

Menor e melhor

Dilma encolhe quadro de servidores públicos federais, invertendo tendência da era Lula; Estado eficiente poupa verba de custeio para investir

A diminuição no ritmo de contratações de novos funcionários públicos federais desde o ano passado merece atenção. Em 2010, último ano do governo Lula, foram admitidos 3.050 funcionários por mês, em média, contra cerca de 1.700 mensais no governo atual.

Depois do crescimento acelerado no número de servidores durante as primeiras administrações petistas, o quadro de funcionários civis ativos teve uma redução de 6.000 pessoas, para 562 mil, no primeiro trimestre deste ano.

A redução no quadro decorre do aumento de aposentadorias (cerca de um terço dos servidores tem hoje mais de 50 anos) e do não preenchimento das vagas. As regras atuais ainda permitem a aposentadoria precoce, quando comparada com prazos no setor privado.

Além disso, depois de 2008 a chamada "gratificação de desempenho", que integrava os vencimentos mensais de várias carreiras do serviço público, passou a contar para a aposentadoria. Segundo análise do economista Mansueto Almeida, o benefício para uma parcela importante do funcionalismo teve um aumento de quase 109% entre 2008 e 2011, incentivando a passagem para a inatividade.

A redução de pessoal fica eclipsada, no entanto, pela rapidez com que emergem novas demandas do funcionalismo. Além das costumeiras pressões por aumentos salariais, ilustradas no momento pela greve de professores das universidades federais e pela operação-padrão dos servidores da Receita, há mais de um projeto perdulário em tramitação no Congresso.

Uma comissão especial da Câmara, por exemplo, aprovou projeto de emenda constitucional que, na prática, acaba com o teto salarial. Ainda que a aprovação em plenário seja improvável, é desapontador topar com essas propostas estapafúrdias – como retirar da Presidência da República a prerrogativa de fixar o maior salário pago pela administração pública e equiparar automaticamente os maiores salários em qualquer nível de administração ao de ministros do Supremo Tribunal Federal.

No governo Lula, parte do crescimento dos salários decorreu da alegada necessidade de corrigir distorções em carreiras de Estado. Mas a maioria das demandas, hoje, permanece desvinculada de uma análise de custo e benefício.

Melhor seria adotar uma regra de crescimento dos gastos que permitisse manter o poder de compra dos servidores sem provocar aumento da folha maior que o do PIB. Uma alternativa proposta no governo Lula, depois abandonada, é fixar o aumento das despesas em 1,5% ao ano, além da inflação.

Salários competitivos e remuneração por mérito são essenciais para um Estado eficiente. Mas, sem uma regra que imponha limites ao inchaço de despesas de custeio, ele degenera numa máquina dilapidadora dos recursos que deveriam sustentar o investimento.

Fonte: Folha de São Paulo, Opinião

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