PROPOSTA INSUFICIENTE
|
|
|||||||||||||||
|
Sinal-DF Informa de 23 de agosto de 2012
Prezados Servidores,
Todos conhecem a proposta do Governo de nos oferecer 15,8% sob a forma de reajuste de 5% em janeiro de 2013, 5% em janeiro de 2014 e 5% em janeiro de 2015. Esta proposta é um gol no primeiro tempo do jogo, fruto da mobilização das carreiras de Estado, em especial do movimento de greve que fizemos, quase todas as carreiras, no dia 8 de agosto.
É necessário, no entanto, analisar esta proposta sob os ângulos de perdas que ela embute. De fato a proposta do governo é nos dar 15,8% em um horizonte de 7 anos, de 2010 até 2017 que é quando deveremos ter outro reajuste, se formos bem sucedidos na negociação de 2016. Ou 9 anos, se considerarmos os dois anos que vão da última negociação salarial até o último aumento do subsídio em 2010. Isto significa que a proposta do governo inclui uma perda inicial de salário real entre 10% e 20%, além das perdas que deverão ser contabilizadas entre 2015 e 2017.
A grande preocupação do Governo é passar 2014 sem fortes movimentos grevistas. Por isto hoje é muito difícil se conseguir reduzir o prazo de reajuste para dois anos ou mesmo conseguir apenas 5% para 2013 e lutar por mais no ano que vem.
Conhecendo as profundas limitações da proposta de 15,8% e levando em conta a dificuldade de alguns servidores em passar mais um ano e meio sem reajuste nos salários, o Sinal, juntamente com outros representantes das carreiras de Estado, está trabalhando junto ao Governo uma proposta alternativa que une todas as carreiras de Estado. Embora com formato maleável, essa proposta seria um reajuste próximo a 25%, que eliminaria pelo menos as perdas passadas, com um reajuste menor no primeiro período (que o governo tem dito restrito por causa da crise) e percentuais maiores nos anos subsequentes.
O presidente do Sinal, Sérgio Belsito, juntamente com o presidente da Assecor, tiveram a oportunidade de apresentar essa proposta ao secretário Sérgio Mendonça. A avaliação inicial é que embora não haja muitas restrições orçamentárias a ela, existem fortes restrições políticas que devem ser superadas. Pensando nisto, as carreiras de Estado estão trabalhando junto aos seus interlocutores, em especial os gerentes de seus órgãos, para que esses trabalhem para superar os entraves políticos. Nesse sentido temos informações de que tanto a secretária do Orçamento, como o Ministro do Comércio Exterior se comprometeram com seus servidores de trabalhar nesta direção. Infelizmente não obtivemos o mesmo compromisso do presidente Tombini, que preferiu se eximir do desgaste.
Levando em consideração os ganhos e perdas da proposta apresentada pelo Governo e também o fato de o Sinal estar trabalhando por uma proposta alternativa, juntamente com as outras entidades representativas, pedimos aos servidores do BCB em Brasília que na assembleia de hoje, 23 de agosto, declare a proposta apresentada pelo Governo insuficiente e dê ao Sindicato um mandato para trabalhar por uma proposta melhor. Entendemos que seria precipitado rejeitar ou aceitar a proposta do Governo, no momento em que estamos trabalhando para melhorá-la. Marquemos então outra assembleia para segunda-feira à tarde, para então decidir sobre a proposta final.
Como sempre lembramos que se você quer seu desejo representado participe da assembleia. Nela tudo pode ser votado, então melhor você estar presente com seus colegas para que o que for votado lhe represente.
Quanto à decisão de aceitar ou não a proposta do governo, não valerão apenas os votos de Brasília, uma vez que o resultado afetará a vida de todos os servidores. Assim serão somados os votos dados em todo o Brasil. Por isto mesmo sua presença é ESSENCIAL.
Sinal-DF
|
|||||||||||||||
|
S.C.S. Q.01 Bl. G Ed. Baracat Sala 403/406 – Brasília – DF |
|||||||||||||||




