Edição 199 – 01/11/2017

Grupo de Trabalho finaliza proposta de reestruturação das carreiras do BCB


Representantes do Ministério do Planejamento, do Banco Central do Brasil e do Sinal concluíram as atividades do Grupo de Trabalho constituído com a finalidade de produzir uma proposta preliminar de alteração da Lei 9.650/1998, que trata do Quadro de Pessoal do BCB, abrangendo, entre outras, as questões centrais que se seguem:

  • Nível superior de escolaridade para o ingresso no cargo de Técnico do Banco Central do Brasil;
  • Jornada de trabalho flexível, respeitadas as 40 horas semanais, fixadas a cargo da direção do BCB;
  • Alteração, para fins de racionalização e atualização, das atribuições dos cargos de Analistas e Técnicos do BCB;
  • Alteração na nomenclatura da carreira de Especialista e dos cargos de Analista e Técnico do BCB.

Para quem acha que a matéria é nova e que nossas reivindicações atuais estão sendo atendidas, uma triste constatação: apesar de inteiramente verdadeira, a notícia é de 2009 e o chamado GT do PCR (Grupo de Trabalho do Plano de Carreiras e Remuneração), instituído pela Portaria nº 43.263, de 22.02.08, que contou também com representantes do Sintbacen, e do Sindsep-DF, após dezenove meses de muito trabalho e discussões, entregava, em 7.10.2009, o seu relatório final ao Diretor de Administração do BCB e ao Secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, para análise final e implementação.

O que se seguiu dispensa maiores comentários. A direção do Banco Central e a do Ministério do Planejamento esqueceram-se dos discursos efusivos do início dos trabalhos, acomodaram o relatório no fundo de suas gavetas e nunca mais voltaram a falar do assunto, mesmo sendo partes integrantes do GT e signatárias do documento.

No momento em que nos acenam com um novo início de tratativas visando a modernização da carreira de Especialista do BCB, precisamos ter em nossas mentes esse passado, nem tão longínquo, para sabermos que de nada adiantará a construção do melhor projeto jamais feito, se não houver a real intenção de implementá-lo.

A direção do BCB tem dado provas de que, quando o projeto é de seu interesse, sabe usar todo o peso conquistado com a credibilidade da Instituição, construída pelo esforço e responsabilidade de seus servidores, para negociar com o Executivo e com o Congresso Nacional votações rápidas e seguras de sua aprovação. Que o mesmo aconteça no futuro, pois as experiências recentes mostraram, que assim como em 2009, a direção do BCB omitiu-se, no mínimo, e deixou passar as várias chances que teve para aprovar as mesmas reivindicações de anos atrás.

O Sinal esteve presente em todos os momentos, do passado e do presente, nunca se furtando de cumprir seu papel de representante dos servidores do Banco Central, esgotando todas as possibilidades e indo até o limite de sua capacidade em busca dos objetivos comuns.

Continuamos dispostos a, mais uma vez, começar uma nova caminhada com a intenção de construir um BCB mais digno para com seus servidores, dando a real valorização que eles merecem. Esperamos que, ao menos desta vez, aqueles que se dispuserem a realizar esta empreitada não fiquem apenas nas palavras fáceis, mas que se mantenham firmes nos seus objetivos e dispostos a não abandonar o projeto antes de sua vitória final.

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