Edição 508 – 26.01.2026
PASBC: NÃO DEIXE DE SABER O QUE O SINAL-RJ TEM A DIZER SOBRE A APRESENTAÇÃO REALIZADA PELO DEPES NO DIA 21, QUARTA-FEIRA PASSADA, NO RIO DE JANEIRO!
PASBC: NÃO DEIXE DE SABER O QUE O SINAL-RJ TEM A DIZER SOBRE A APRESENTAÇÃO REALIZADA PELO DEPES NO DIA 21, QUARTA-FEIRA PASSADA, NO RIO DE JANEIRO!
O Sinal-RJ esteve presente, no dia 21 de janeiro, em apresentação de Sérgio Caracas, chefe do setor do Banco responsável pela gestão do PASBC, naquilo que o DEPES chama de “Roda de conversa” sobre o BC Saúde.
O tema principal foi “Os desafios da gestão da rede credenciada”.
A apresentação foi gravada pela ADRJA e estamos nos esforçando para que seja liberada o mais breve possível, para que possamos divulgá-la para os Participantes do nosso Programa de Saúde.
Na exposição, o colega do DEPES apresentou os trabalhos que vêm sendo realizados e as dificuldades encontradas para a adequação do PASBC, um programa de autogestão, à Lei 14.133, que passou a disciplinar o segmento e que instituiu uma série de licitações e requisitos para adequar todos os profissionais credenciados ao novo regramento.
De forma bem clara, foi externada a preocupação de que haverá uma série de descredenciamentos em função desta adequação.
O colega Informou que isso não é apenas uma exigência legal, mas também do TCU, órgão que ainda contestou os repasses realizados pela CENTRUS ao nosso Programa.
Apresentou um cronograma para essa negociação, que já foi realizada com os dentistas, e que em breve será feita com os hospitais, negociação essa para a qual antevê duras tratativas.
Ao final da apresentação, o colega respondeu a algumas perguntas da plateia.
Não cabe aqui pormenorizar o que foi dito, pois, como afirmamos, estamos tentando a liberação do vídeo, e sim apresentar nossa visão sobre os reais impactos do que foi colocado para a vida dos Participantes do PASBC.
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Uma primeira questão se refere à proposta de realizar a inscrição “ex officio” dos participantes do PASBC no Plano “Família 2” da CASSI.
O colega do DEPES se esforçou para tentar demonstrar que isso não seria uma “terceirização”:
– Invocando a qualidade dos serviços prestados pela CASSI, assim como a sua abrangência no território nacional, como a solução para o problema do difícil período de descredenciamentos que se seguirá à adequação do PASBC à Lei 14.133.
– Argumentando que já há uma razoável adesão voluntária à CASSI de Participantes do nosso Programa de Saúde.
Todavia, apesar do repúdio do DEPES ao termo “terceirização”, não há como afastá-lo, no caso.
É óbvio que estamos atravessando uma “porta sem volta” em relação ao PASBC.
E é indispensável assinalar que essa opção foi uma decisão unilateral do Banco, sem qualquer diálogo com os Participantes do PASBC, sem nenhuma “Roda de Conversa” prévia às mudanças que estão sendo implementadas.
A “Roda de Conversa” está sendo realizada apenas agora, depois de todas as decisões já terem sido tomadas pelo DEPES, e apenas para informar, não para efetivamente conversar com os maiores interessados na manutenção e ampliação da saúde de nosso Programa, seus verdadeiros “donos”, os Participantes do PASBC.
Estamos sendo forçados a isso.
Em bom português, estamos sendo despejados do nosso Programa de Saúde para nos tornar “clientes” de um plano comercial.
Tanto isso é verdade que já está sendo estudada uma possível adesão a planos da UNIMED, onde os planos tenham um mínimo de governança, como em Fortaleza ou em Porto Alegre. (Tal possível adesão não está sendo cogitada no Rio de Janeiro devido às péssimas condições das UNIMEDs locais).
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Uma segunda questão se refere à adequação de licenciamentos para hospitais de grande porte, que possuam “creditação”, ou seja, que possam realizar procedimentos de maior complexidade, como cirurgias de emergência.
Não é de hoje que colegas que se internam em certos hospitais são pegos no meio de um verdadeiro “cabo de guerra” entre tais hospitais e a gestão do PASBC, com hospitais desejando impor suas tabelas “não republicanas” – para usar o termo do colega Caracas -, na busca de Autorizações junto ao Programa, se utilizando do estado de necessidade do paciente, que fica na condição de refém desses procedimentos antiéticos.
Se concordamos que o problema existe, lamentavelmente temos que apontar para o fato de que a Administração do PASBC também é responsável pela situação de deixar o Participante à míngua de informações no meio desse “tiroteio”.
Embora procedimentos como o envio de e-mail com a informação da Autorização concedida seja um avanço, precisamos lembrar que isso ocorre somente após a concessão da Autorização, deixando no “limbo” o Participante no período de trâmite da Autorização, que pode chegar a 45 dias.
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Uma terceira questão é a grave deficiência de comunicação – que vai muito além do que foi dito acima a respeito das Autorizações -, que precisa ser atacada com urgência em nosso Programa.
Num mundo corporativo em que, por exemplo, a Ligth manda bom dia e a previsão do tempo aparece diariamente no nosso celular, por que o PASBC não pode fazer o básico, informar sobre como se encontra a demanda de um Participante, ainda mais quando se trata de algo aflitivo como uma cirurgia ou um exame complexo?
Promessas de que o Whatsapp está sendo estudado é muito pouco.
Tivemos na reunião depoimentos de colegas que verbalizaram seus problemas com glosas altíssimas em procedimentos de “livre escolha” ou mesmo momentos desagradáveis de insegurança quanto ao desfecho de seus atendimentos.
A comunicação tem que melhorar, e muito, e isso foi dito com todas as letras pelo Sinal-RJ, que também se colocou à disposição para contribuir com a melhoria do diálogo e do intercâmbio de informações.
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Muitas outras questões podem e devem ser colocadas, como, por exemplo, os graves problemas de Atendimento aos Participantes de nosso Programa de Saúde no Rio de Janeiro.
Tais problemas de Atendimento resultam de diversas causas, se destacando entre elas:
– Centralização “de tudo” em Brasília (servidores, “expertise”, funções comissionadas, formulação de políticas etc., em uma palavra, poder).
– Quantidade altamente deficiente de servidores.
– Elevada terceirização de serviços.
– Política de relacionamento com Participantes do PASBC baseada quase que exclusivamente em uso intensivo de Informática, o que desconsidera inteiramente a realidade existente no Rio de Janeiro da existência de um quadro de Participantes do Programa onde muitos colegas idosos apresentam dificuldades quase intransponíveis para se comunicar em meio eletrônico.
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Em um ambiente de cordialidade, que é o mínimo que se espera entre colegas de Banco, temos que nos fazer ouvir sobre a grande preocupação que existe hoje sobre o futuro do PASBC.
Toda “Roda de Conversa” é bem-vinda, porém o mais importante é a manutenção permanente do diálogo entre a Administração do nosso Programa de Saúde e seus Participantes, isso sendo realizado principalmente por intermédio de seu legal e legítimo representante, o Sinal.
E ouvir as muitas críticas existentes à condução do Programa como oportunidades de aprimoramento do PASBC.
Pois, se a Administração do Banco tem problemas de gestão do Programa a enfrentar, os Participantes também têm problemas – até mesmo de vida – que impõem máximas agilidade e boa comunicação em sua resolução.
Afinal, se trata da nossa saúde, não devendo ser registrado sempre, que o PASBC integra – de modo altamente relevante – nosso Contrato de Trabalho, sendo, portanto, algo “de todos nós”.
O PASBC é nosso!
Participe, junto com o Sinal, da luta pelos nossos direitos!
PEC-65: RUIM PARA O SERVIDOR DO BC,
PIOR PARA O BRASIL!
Diga pelo que você quer lutar!
LUTE JUNTO COM O SINAL!

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