Edição 521 – 27.02.2026

VITRINE CULTURAL: IDOSOS EM AÇÃO

Idosos em ação

Além do imperdível O Agente Secreto, na safra de filmes brasileiros de 2025, está também o excelente O Último Azul do diretor pernambucano Gabriel Mascaro, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim. O filme retrata um futuro distópico, em que o Estado decide confinar os idosos em uma colônia isolada, afastando-os de suas famílias. Inconformada com seu destino e decidida a realizar um antigo sonho, a protagonista Tereza, interpretada por Denise Weinberg, inicia uma aventura navegando pelos rios da Amazônia na companhia de um barqueiro, o personagem enigmático vivido por Rodrigo Santoro.

A belíssima fotografia nos faz imergir num universo mágico, em que algumas cenas quase psicodélicas contrastam com a crueza da realidade vivida por Tereza. Impressiona a sua atitude de resistência e luta pela liberdade de escolher o próprio futuro.

Outro filme que aborda o tema da velhice é 27 Noites, comédia argentina em que uma idosa tem que lidar com o desejo das filhas de interditá-la, devido a seu comportamento boêmio. Um perito, interpretado pelo ator e diretor Daniel Hendler, é indicado para avaliar sua capacidade, mas Martha demonstra mais lucidez do que ele esperava. O filme é muito divertido, mas também faz pensar sobre o direito dos idosos à própria autonomia e sobre o valor das amizades, inclusive intergeracionais.

 

Disponíveis no Netflix, ambos os filmes dizem respeito à recusa de idosos ao isolamento e à sua determinação de aproveitar a vida, fazer planos para o futuro e realizar seus sonhos, sem pensar no fim. É preciso que as famílias respeitem suas escolhas, em vez de cerceá-los, por puro preconceito ou sob o pretexto de cuidado.
 Segundo o IBGE, a população idosa, a partir de 60 anos, cresceu de 22 milhões para 34,1 milhões, entre 2012 e 2024, sendo que 24,4% desse grupo ainda trabalha. É preciso que haja políticas públicas que beneficiem a saúde e o bem-estar dessa população, que tende a crescer ainda mais. Mas também é importante que a sociedade valorize o idoso e combata o etarismo, pois, como diz a antropóloga Mirian Goldenberg, estudiosa do envelhecimento saudável, o jovem de hoje será provavelmente o superidoso – pessoa com mais de 90 anos com ótima saúde física e mental –  de amanhã.
Simone é servidora aposentada do Banco Central do Brasil e Conselheira Regional do Sinal-RJ.
A coluna expressa opiniões da autora e não reflete necessariamente o posicionamento do Sinal-RJ.
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