Edição 529 – de 06.03.2026

VITRINE CULTURAL: PELOS DIREITOS DAS MULHERES (PARTE I)

O dia 8 de março foi instituído pela ONU em 1975 como o Dia Internacional da Mulher para celebrar as conquistas de direitos políticos e socioeconômicos das mulheres em todo o mundo. A data escolhida rememora – no contexto de diversas outras importantes lutas das mulheres naquele período – uma greve de trabalhadoras russas do setor têxtil, ocorrida em 8 de março de 1917, quando elas protestaram contra a entrada do Império Russo na guerra e reivindicaram melhores condições de trabalho, na manifestação que ficou conhecida como “Pão e Paz”.

Um dos primeiros direitos reivindicados pelas mulheres foi o direito ao voto, conquistado após muita luta, em diferentes épocas, conforme o país. Para conhecer um pedaço dessa história, recomendo assistir ao excelente filme As Sufragistas, disponível na Globoplay e, por aluguel, no Prime Vídeo. Ele retrata a luta feminista pelo direito ao voto no Reino Unido, no início do século XX, e conta com Meryl Streep no elenco.
Já o direito ao aborto, tão importante para proteger a saúde e a vida das mulheres, principalmente as mais pobres, tem sido bem mais difícil de ser conquistado. Nossos vizinhos Uruguai e Argentina legalizaram o aborto voluntário, em 2012 e 2020, respectivamente, mas aqui no Brasil, assim como em outros países da América Latina, esse problema ainda não foi enfrentado. Sobre esse tema, está disponível no Prime Video o filme Belén: Uma História de Injustiça, que é muito interessante e baseado em um caso real. Trata-se de uma batalha judicial em defesa de uma moça acusada de infanticídio, cujo desfecho impulsionou a luta feminista pelo direito ao aborto na Argentina.

Entretanto, se você prefere se divertir imaginando uma sociedade na qual os papéis de gênero estão invertidos, assista à comédia francesa Eu Não Sou um Homem Fácil, disponível na Netflix. Nela, um homem muito machista, após um pequeno acidente, acorda num mundo às avessas, em que homens são submissos e o poder está concentrado nas mulheres. É inevitável lembrar da célebre frase da escritora feminista Simone de Beauvoir: “Não se nasce mulher, torna-se mulher”.

Encerro parabenizando as mulheres pelo seu dia e convocando os homens a serem nossos parceiros no cotidiano e aliados na defesa de políticas públicas de igualdade de gênero. Sigamos na luta por uma sociedade mais justa e igualitária, sem perder a ternura jamais!
Simone é servidora aposentada do Banco Central do Brasil e Conselheira Regional do Sinal-RJ.
A coluna expressa opiniões da autora e não reflete necessariamente o posicionamento do Sinal-RJ.
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