RECADO CLARO
RECADO CLARO
Os acontecimentos verificados no Departamento de Informática (DEINF) após o enceramento da nossa greve, em junho último, nos levam a refletir e perceber o claro recado dado pelo Senhor Chefe daquele importante componente, qual seja, no DEINF Chefe Adjunto não pode fazer greve. Isso é inadmissível, é quebra de confiança. O exercício da cidadania e de um direito consagrado em nossa constituição parecem, no entendimento daquela chefia, ser valores menos importantes. O essencial é estar enquadrado em posições antidemocráticas e obedecer a batuta do chefe.
O eminente descomissionamento da colega Antônia já não é um fato isolado no DEINF. Seu substituto natural, Haroldo, colega de ilibada reputação e comprovada capacidade técnica, saiu do departamento em protesto contra a atitude do chefe da unidade. Seu caráter e sua dignidade não permitem substituir a colega Antônia nessas circunstâncias. Se o fizesse estaria não só denegrindo sua imagem, mas, principalmente, assumindo uma postura de subserviência.
É inadmissível, que em pleno estado de direito democrático, fatos como esses ainda ocorram em nosso meio. Se no setor privado impera a pessoalidade, no serviço público vale a impessoalidade. O ingresso no Banco Central da-se, exclusivamente, por concurso público. Os comissionamentos são por conta da nossa competência técnica e não por submissão a convicções pessoais, principalmente quando estas afrontam a Lei.
Se o Diretor de Administração confirmar o descomissinamento da colega Antônia estará manchando sua biografia ao receber ordens do escalão inferior e ao dispensar aos chefes adjuntos do DEINF tratamento diferenciado em relação aos demais chefes adjuntos de sua diretoria. Além de ser um péssimo exemplo estará adotando uma postura altamente antidemocrática.
Com a palavra o Senhor Diretor de Administração.
CONSELHO REGINAL DE BRASÍLIA

