GT do PCS: conquista de campanha, oportunidade ímpar
Estamos cansados de saber que o Plano de Carreiras que hoje vigora no Banco Central é um somatório de remendos.
Desde que foi criado, em 1964, seus planos de cargos se sucederam, em tentativas – na sua maioria vãs – de modernizar a estrutura funcional.
Com a transposição do BC para o RJU, fomos enquadrados, às pressas, num tabela para a qual não houve discussão prévia, e que acabou não se mostrando a mais adequada aos interesses do funcionalismo da Casa.
E dizemos que as tentativas anteriores foram vãs por dois motivos:
1. o BC nunca assumiu uma política abrangente de recursos humanos: os PCSs foram peças vistas isoladamente, sem considerar o todo funcional, as atribuições do BC e as particularidades de ambos os conjuntos, objetivando sua harmonia;
2. ditos planos, sobrepondo-se, foram criando situações distorcidas, muitas injustas, algumas até esdrúxulas, fazendo do funcionalismo do BC o que é hoje: uma colcha de retalhos.
O SINAL perdeu a conta de quantas vezes pleiteou ao BC a elaboração de um novo plano, que contemplasse todas as diferenciações surgidas ao longo do tempo e as "zerasse", de forma a que os servidores se sentissem unidos em carreiras únicas, passíveis de terem seu último nível alcançado, o que hoje não acontece.
Assim, consideramos uma grande vitória da última campanha salarial o compromisso da Instituição em formalizar a criação de um GT com esse fito, e queremos sua implantação e seus resultados porque o consideramos um instrumento fundamental contra as "divisões" funcionais hoje existentes no BC.
O cumprimento do acordo nada tem a ver com isso: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
FORAM DOIS OS COMPROMISSOS ASSINADOS em 26.11.07, e o do GT do PCS é um deles; está sendo implantado pelo Banco, e, no que depender do SINAL, seguirá seu rumo na direção de se tornar um divisor de águas – para um futuro melhor – entre o funcionalismo.
Pela importância de que se reveste o GT, o SINAL decidiu, pela primeira vez em todos os anos de sua existência, não abrir mão da proporcionalidade de sua representatividade junto ao funcionalismo.
Em nome da boa convivência com os demais sindicatos – por respeito aos colegas a eles filiados -, temos abdicado de exercer um direito que nos foi concedido pela Justiça: o de representarmos, de forma exclusiva, o funcionalismo.
Temos tolerado todo tipo de invectivas desagradáveis e afrontas, e aceito compartilhar de Mesa de negociações com pessoas cujos métodos de trabalhar muitas vezes não aprovamos. E isso sabendo que, não fora a aliança com o SINAL, as entidades que representam aqueles colegas não conseguiriam sucesso em suas empreitadas.
O SINAL representa 5.260 associados, e os outros dois sindicatos 433 (o de abrangência nacional) e 343 (o que representa apenas colegas de Brasília). Em tese, pela obediência à proporcionalidade – habitualmente usada em democracias – o SINAL deveria ter MAIS DO QUE TRÊS REPRESENTANTES no Grupo.
Há uma importância enorme na constituição desse GT, há tanto esperado. O SINAL conta com que ele possa dar resultados positivos de tal forma a que os servidores do Banco Central venham a sentir-se coesos e motivados em suas carreiras.
Queremos o melhor para a categoria, não abriremos mão de representá-la com nomes capazes de que dispomos nos nossos quadros de direção, e entenderemos qualquer tentativa de impedir a implantação do GT do PCS como um atentado aos interesses, presentes e futuros, do funcionalismo.
Não vamos deixar escapar a oportunidade de participar dessa iniciativa. Temos condições para enfrentar a missão que nos espera, e entendemos que, dessa forma, defendemos TODOS OS COLEGAS do Banco Central.
Que venha o GT do PCS: chegue rápido, seja ágil, e se reverta num sucesso, para o bem do funcionalismo do Banco Central.

