SINAL RECIFE: 7 anos de fundação
SINAL: a maioridade
SINAL RECIFE: 7 anos de fundação
O SINAL Recife: uma pequena história, ou um depoimento
David Falcão, Presidente do SINAL NACIONAL
Até 1998, quando nos decidimos finalmente pela fundação do SINAL em Recife, houve uma preparação que demandou muito esforço, desgastes, apoio do Conselho Nacional e uma política de alianças.
Recife, que até à década de 80 tinha um histórico respeitável de mobilização e combatividade sob a égide do Sindicato dos Bancários, atravessou os anos 90 praticamente à parte dos movimentos reivindicatórios.
O SINAL tinha uma péssima imagem junto ao funcionalismo e era totalmente ofuscado pelo brilho dos antigos líderes bancários, estes ouvidos e respeitados por parcela significativa dos servidores da regional, avessos à idéia do sindicato próprio, defendida pelo SINAL.
Os sindicalizados ao SINAL se resumiam a uns poucos, alguns da área jurídica, onde a liderança de Edil Batista Junior se fazia ressaltar. Ainda hoje, a maioria dos procuradores da regional é filiada ao Sindicato. Dentre os pioneiros, de quem mais me lembro é da Antonieta Barbosa, que solitária e corajosamente se dispunha a defender e tinha a coragem de assumir a bandeira do então "patinho feio" em Recife.
Wagner, Maviael, Rosemary, Dagberto e Boris, dentre outros poucos, formaram a base do SINAL até meados dos anos 90.
De origem bancária, por haver trabalhado em bancos privados antes de vir para o BC, só me filiei ao SINAL em agosto de 1994, quando já não me restavam dúvidas de que só um sindicato próprio seria capaz de entender as nossas especificidades, unir a categoria e interpretar os nossos anseios funcionais.
Eventualmente, as reuniões e eventos do SINAL Nacional contavam com a presença de algum dos filiados, em especial do Edil, até que o desastre da nossa transposição para o RJU, em setembro de 1996, trouxe um novo marco para o embrião do SINAL-Recife. Foi quando me aproximei do Sindicato, acompanhando os embates relativos à Centrus e às desgastantes discussões em torno da repartição e da devolução da fração patrimonial.
As filiações ao SINAL começaram a aparecer, ainda que lentamente. Assim chegamos ao fatídico 1999, ano do desmonte das regionais. Aquele, e os dois anos seguintes, talvez tenham sido os mais dramáticos, sofridos e de maior aprendizado da minha vida.
Sem nenhuma prática sindical, sem saber como mobilizar e dirigir assembléias, tivemos que amadurecer "a carbureto". A aversão ao SINAL por parte de alguns era tal que a cortesia habitual entre colegas deu lugar, em várias ocasiões, a manifestações que tinham ranço de ódio.
A crise do "desmonte" exigiria organização, superação de diferenças pessoais, articulação na busca de aliados, pensamento no coletivo como no pessoal, e convicção de partir para a luta porque a causa era justa. Quem viveu aquele momento dramático no BC de Recife tem idéia de como a Regional sobreviveu e se fortaleceu.
Paulo Roberto de Castro, então Presidente Nacional do Sindicato, ainda não era conhecido lá. Fez duas viagens a Recife, quando organizamos dois bate-papos livres com o funcionalismo, com a agenda aberta. Paulorc deu um show, encantando a todos ao responder clara, objetiva e francamente todos os questionamentos que se faziam ao sindicato. Entre os aposentados, a repercussão foi mais positiva ainda.
Com simplicidade (no vestir), informalidade (no trato com as pessoas), carisma e firmeza (no falar), o Paulo conquistou muitos corações e mentes por aqui.
Daí para a criação do Conselho Regional de Recife foi um passo. Realizava-se, assim o sonho do Paulo Roberto de ver, ainda na sua gestão, o SINAL organizado e atuante em todas as representações regionais do BC.
Desde então, o SINAL-Recife não parou de crescer: as filiações vieram em seqüência e continuam a chegar. Hoje somos 271 filiados.
Temos um Conselho Regional que é a cara do Banco Central dos nossos dias: ali estão representados os aposentados (Airton e Ziemi), os procuradores (Edil), os analistas (David, Adriane, Gilberto, Jaqueline) e os técnicos (Olavo), com destaque para a marcante atuação da bancada feminina no Conselho Regional.
Quando fui escolhido para a presidência nacional do Sindicato, o saudoso Fernando Sérgio ficou à frente do SINAL Recife, até que, no mês de agosto passado, faleceu em plena campanha salarial. Jaqueline, Gilberto e Adriane, noviços na lide sindical, "seguraram a barra" em um dos momentos mais difíceis, quando a discussão em torno do artigo 5-A inflamava a categoria.
No início deste mês, tive a satisfação de transmitir, oficialmente, o que já era de direito: a presidência do CR-Recife à Jaqueline que, num trabalho bonito com a Adriane, vem dirigindo o Sindicato em Recife.
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