Edição 52 - 17/05/2006

Carta à Diretoria de Administração, de ontem, sobre a greve no BC:

 “Senhor Diretor:

  

O Orçamento da União, última barreira apontada pelo governo para encaminhamento do Projeto de Lei do funcionalismo do BC, foi votado em 18 de abril – há quase um mês, portanto.

 

Apesar do empenho, solicitado a V.Sa. por este Sindicato, no sentido de pressionar as instâncias necessárias à aprovação daquele PL pelo Congresso, fato é que o quadro geral não se modificou, deixando mais que apreensivo o funcionalismo, que contava com seus efeitos financeiros desde o mês de janeiro último.

 

É do seu conhecimento que tal Projeto contempla reivindicações que vêm da Campanha Salarial de  2004 e da de 2005, encerrada em outubro passado. 

 

Há um universo de pessoas sérias ansiosas por ver cumprido um acordo fechado há sete meses, mas que periga, por questões de prazos legais em ano eleitoral, não ser honrado.

 

Assim, comunicamos-lhe que, com o objetivo de pressionar o Estado a respeitar seus próprios limites sem deixar de cumprir sua palavra com o funcionalismo do Banco Central, os servidores de Brasília decretaram, ontem, em movimentada assembléia com cerca de 450 pessoas, entrar em greve a partir de hoje.

 

As demais regionais farão suas assembléias hoje à tarde, exceto São Paulo e Recife, que o farão amanhã, quando deliberarão sobre o mesmo assunto.  Defendemos a decisão de Brasília como direito legítimo do funcionalismo, que aguarda há tantos meses pelo desenlace desse tortuoso impasse a que vem sendo submetido.

 

A votação do Orçamento havia desanuviado os ânimos, e trazido esperança de que a tramitação do acordo salarial continuasse sem mais problemas, seu caminho.  No entanto,  não foi o que ocorreu, e o que se vê é a revolta justa que acabará por levar toda a categoria à greve, para defender o cumprimento do acordo em prazo tempestivo para sua implantação ainda em 2006.

  

Atenciosamente,

 

David Falcão

Presidente”

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