Quem se mobilizar é que vai levar
Veja a matéria abaixo. O governo mantém a mesma estratégia do ano passado para os servidores públicos em relação ao reajuste salarial: destaca verba para negociação em separado com as categorias.
Carreiras com mais de 0,1%
Coluna do Servidor – Teresa Cristina Fayal
O Dia – 2/3/2005
Apesar do índice irrisório fixado para este ano, Governo federal ainda pode negociar, em separado, reajuste maior com categorias
Reajuste linear ínfimo de 0,1% na mão e índices maiores para reajustes diferenciados a categorias. Essa é a carta que o Governo federal guardou na manga para este ano – e não admite em público. É certo que a margem para aumentos isolados será menor que a do ano passado, quando grupos de servidores chegaram a ter 100% (caso do pessoal da Comissão de Valores Mobiliários). O que sobra são R$ 928 milhões. Mas grande parte já está comprometida com setores do funcionalismo desde o ano passado – áreas que ainda este ano terão novos contracheques.
Mesmo assim, o que restar será usado para ceder a pressões de categorias que terão defasagem salarial ainda maior em relação ao mercado de trabalho privado com o 0,1% de reajuste salarial proposto esta semana pela área econômica em projeto de lei enviado ao Congresso.
No ano passado, correção foi a partir de 6,25%
Propor um índice reduzido de reajuste e depois negociar aumentos maiores é uma das marcas do Governo Lula para o funcionalismo. No primeiro ano, Lula culpou FH, que deixou apertada previsão orçamentária, e anunciou só 1% de reajuste linear e R$ 59 de abono. Mesmo assim, passou 2003 numa mesa especial de negociação salarial. Pagou reajustes de 4% a 13,23%.
No segundo ano, já com orçamento preparado por sua equipe, Lula tinha 2,4% para reajustes lineares, mas optou por fazer melhorias por meio da revisão de carreiras ou concessão de novas gratificações. O método permitiu aumentos de 6,25% a 100%.

