Edição 151 - 05/01/2005

Eis o e-mail do SINAL:

"Senhor Editor,

No momento em que o governo decide colocar na agenda de 2005 a autonomia do Banco Central, o artigo "Que tal burocratizar o BC?", de Vinicius Mota, publicado na edição de 29/12/2004, mostra alguns aspectos que passam ao largo da discussão quando esse tema vem à tona.

O autor vai ao cerne da questão ao indagar se o BC autônomo seria mais competente na defesa do interesse público, em sua missão de administrar a estabilidade da moeda e do sistema financeiro nacional. E vai além quando, ao mencionar a presença sistemática de profissionais do mercado financeiro inexperientes no setor público em diretorias-chave do BC, pergunta se "Os nossos burocratas não têm competência técnica?".

Sobre esse último ponto Vinicius mostra o caminho: criar um sistema, hoje inteiramente inexistente, para atrair e aperfeiçoar os melhores quadros, de forma a assegurar-lhes remuneração digna, incentivos a permanecerem na instituição e perspectiva de crescer na carreira, podendo alcançar, inclusive, os mais elevados postos da cadeia decisória que define a política monetária do País.

Este Sindicato, sempre presente nos debates sobre o tema, sintetizou no documento "AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA DO BANCO CENTRAL" o pensamento do funcionalismo da Casa, que há mais de 17 anos discute o assunto (vide a íntegra do documento em http://www.sinal.org.br/ands.asp).

Propomos que a missão do Banco Central seja a de "garantir a estabilidade da moeda com desenvolvimento econômico e social, a solidez do sistema financeiro brasileiro e a proteção da economia popular". Defendemos a autonomia técnica dos funcionários da Instituição e todos os demais requisitos, incentivos e responsabilidades que o articulista mencionou em sua matéria.

Atenciosamente,

Sérgio Belsito

Presidente do SINAL

Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central"

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