Edição 0 - 10/04/2003

Deu hoje na imprensa

Deu hoje na imprensa:

Servidores terÆo abono e aumento salarial de 1% retroativo a
janeiro

Ribamar Oliveira, De Bras¡lia, para o Valor Econ“mico

Os servidores p£blicos federais terÆo um reajuste linear de
1%, retroativo a primeiro de janeiro. Al‚m desse aumento, os servidores civis do
Executivo terÆo direito a um "adicional salarial fixo" de R$ 59,87 a partir de
primeiro de maio. Com esta f¢rmula, anunciada ontem pelo ministro do
Planejamento, Guido Mantega, os aumentos dos funcion rios do Executivo este ano
oscilarÆo de 1,81% a 13,23% – os maiores reajuste serÆo para as categorias de
menores sal rios.

O "adicional" de R$ 59,87 nÆo ser  pago aos servidores do
Judici rio e do Legislativo porque esses dois Poderes, segundo Mantega, possuem
pol¡ticas salariais pr¢prias . "A lei nos obriga a conceder um reajuste linear a
todos os servidores da UniÆo e foi o que fizemos", disse, numa referˆncia ao
reajuste de 1%.

Mantega informou que o aumento ser  creditado na folha de
pagamento de junho. O ministro disse que a f¢rmula de reajuste anunciada ontem
nÆo atinge os militares, que passaram a ter uma pol¡tica salarial pr¢pria a
partir da emenda constitucional 19. "O reajuste deles ser  definido
futuramente", afirmou.

O custo do reajuste anunciado ontem ser  de R$ 1,123 bilhÆo,
a mesma verba para essa finalidade prevista no Or‡amento da UniÆo deste ano,
informou Mantega. "Usamos o mesmo valor, s¢ com uma distribui‡Æo diferenciada",
explicou. "A verba era suficiente para dar um reajuste linear de 2,5% para todo
mundo. Mas isso nÆo seria justo. Assim, fizemos um malabarismo para beneficiar
uma parte dos servidores que ganhou pouco aumento nos £ltimos anos", explicou.
"Modestamente, acho que conseguimos uma solu‡Æo inteligente e satisfat¢ria",
acrescentou.

O "adicional fixo" de R$ 59,87 nÆo pode ser considerado um
abono, advertiu Mantega. "NÆo se trata de um abono, mas de uma vantagem que ser 
incorporada aos sal rios e ser  estendida aos inativos."

Uma nota divulgada pelo Minist‚rio do Planejamento informa
que "a id‚ia central foi conceder reajustes maiores aos servidores que tiveram
menores aumentos nos £ltimos cinco anos e …s categorias com menor remunera‡Æo no
Poder Executivo". O "adicional fixo" permitir  colocar essa id‚ia em pr tica,
pois, com ele, os servidores com menores sal rios terÆo reajustes maiores.

Os maiores beneficiados pela nova f¢rmula de reajuste foram
os servidores do chamado PCC (Plano de Classifica‡Æo e Cargos), os de n¡vel
auxiliar, os t‚cnicos administrativos, e os de n¡vel intermedi rio. Segundo o
Minist‚rio do Planejamento, 828.700 servidores (75% do total) receberÆo
reajustes entre 4% e 13,23%. Os servidores de n¡vel superior e de sal rios mais
elevados ficarÆo com reajuste de 1,81%.

Essa estrat‚gia ‚ inteiramente diferente daquela adotada pelo
governo Fernando Henrique Cardoso, que procurou beneficiar com reajustes
diferenciados as chamadas carreiras de Estado, e evitar aumentos para os
servidores de n¡vel m‚dio ou de primeiro grau, com o argumento de que os seus
sal rios estavam "distorcidos" porque estavam acima dos pagos pelo mercado
privado para as mesmas fun‡äes.

Mantega disse que essa "distor‡Æo" ‚ normal no servi‡o
p£blico de todo o mundo. Questionado se a nova pol¡tica nÆo iria desestimular os
servidores de n¡vel superior e melhor qualificados, o ministro disse que essa
questÆo ser  resolvida no futuro. "NÆo podemos corrigir todos os problemas ao
mesmo tempo", afirmou.

O ministro culpou o governo Fernando Henrique Cardoso pelo
fato do governo Lula nÆo poder dar um reajuste salarial maior aos servidores.
"Quem tem que ficar constrangido ‚ o governo anterior, que deixou tÆo poucos
recursos para o reajuste, pois foi ele que elaborou o Or‡amento de 2003",
afirmou.

Antes de anunciar o reajuste do funcionalismo, Mantega
manteve um encontro com dirigentes das associa‡äes dos servidores p£blicos.
Todos eles consideraram o aumento anunciado pelo ministro como "insuficiente".

Eles reivindicam um aumento de 46% apenas para recompor as
perdas salariais com a infla‡Æo do per¡odo sem aumento. "O aumento ‚
decepcionante para dizer o m¡nimo", disse o presidente da Andes, Luiz Carlos
Lucas. "O ¡ndice ‚ insuficiente, mas inaugura uma nova pol¡tica de recomposi‡Æo
salarial das categorias que ficaram sem aumento todos esses anos", observou
Desine Motta, da Confedera‡Æo Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social.

Edições Anteriores RSS
Matéria anteriorUma notícia sobre a última reunião com o Depes
Matéria seguinteBoletim n. 304, de 11/4/2003