Edição 76 - 29/05/2008

Hora de esperar, esperar; hora de trabalhar, trabalhar


Em fevereiro, quando caiu no Congresso a CPMF, mais uma vez mudou o curso das negociações salariais, que deve (finalmente) desembocar num final em breve.

 

Em reunião havida depois da decisão parlamentar, Duvanier Paiva, SRH do MPOG, insistiu em que a derrota do governo com aquela perda de arrecadação deveria mudar radicalmente nossas negociações dali em diante.

 

A despeito disso, vimos trabalhando com nossas reivindicações consolidadas, e o GT do PCR, de cuja finalidade muitos duvidaram quando de sua instalação em março, já está quase "no calcanhar" do fechamento das negociações.

 

O acordo fez um ano de assinado, e há seis meses e dois dias deveria estar vigorando.  Junto à equiparação salarial à Receita Federal com subsídio, aprovada em diversas instâncias pela maioria do funcionalismo, continua formando o trio de reivindicações que o SINAL pleiteia, em nome da categoria, junto às autoridades competentes.

 

De fevereiro até aqui, o SINAL participou de vinte e uma reuniões formais com autoridades do Banco Central e do governo, além de com parlamentares que apóiam nossas reivindicações salariais.

Entre os primeiros, estão o Presidente H. Meirelles, o Diretor de Administração Anthero Meirelles, Miriam de Oliveira (Chefe do Depes) José Múcio Monteiro (Ministro de Relações Institucionais), José Antônio Toffoli (Advogado Geral da União), Luiz Alberto dos Santos (Casa Civil) e Duvanier Paiva (SRH do MPOG).

Entre os parlamentares, reunimo-nos mais de uma vez com os seguintes: Aloizio Mercadante, Antônio Palloci, Pedro Eugênio, Gilmar Machado, José Eduardo Cardozo e Henrique Marquezelli.

Com o primeiro deles, Presidente da CAE no Senado, colaboramos mais de uma vez em questões de interesse da sociedade e, em audiência pública com a presença do Presidente do BC, envolvemos os senadores presentes nas nossas questões internas, tendo-os presenteado com a edição nº 23 da revista Por SINAL, que levava encartado o manifesto "Cumprimento de uma Missão".

Confeccionamos faixas com dizeres de valorização dos servidores do BC, e colocamos banners de contagem de tempo: tanto o passado a partir da data em que se daria a implementação do acordo (01.12.07) quanto ao de dias decorridos desde a data prevista para a instalação do GT do PCR (25.01.08, que acabou sendo instalado em 5 de março).

Convocamos e realizamos cinco AGNs, nesse período: 29.02, 10, 25 e 31.03, quando chegamos a aprovar greve por tempo indeterminado a partir de 15.04, o que foi revertido em AGN ocorrida na véspera.

Em 10 e 11 de março, demonstramos nosso apreço à Instituição que servimos com uma concorrida e muito significativa Jornada Nacional em Defesa do Banco Central.

Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro elaboraram correspondências regionais, que foram oferecidas a todo o funcionalismo e encheram as caixas postais da Direção do BC, em apoio ao subsídio como forma de remuneração para o Órgão.

Fizemos uma bela campanha em mídia variada. No Valor Econômico, página A-3, Seção BRASIL, inserimos texto que fala da evasão de servidores do BC devida aos baixos salários atualmente oferecidos pela Instituição.

Contratamos também, em Brasília, os serviços do Aerochannel, canal televisivo instalado em 70 monitores espalhados pelo aeroporto daquela cidade. 

Nossa assessoria de imprensa elaborou dois vídeos: um sobre a estabilidade econômica, outro sobre o grau de investimento conseguido pelo Brasil.

Foram duas inserções, de quinze dias cada uma, bem como um out-door iluminado com os mesmos dizeres do segundo (se quiser vê-los novamente, acesse os Apitos Brasil 49, de 8.04.08, e 66, de 8.05.08).

Paralelamente a essa movimentação, que incluiu idas e vindas para e de Brasília de vários diretores e conselheiros do SINAL para atuar de forma maciça junto ao Congresso, tivemos reuniões com a Dirad e o Depes sobre pendências, antigas e mais novas, e conseguimos, administrativamente, que fossem resolvidas algumas e agilizada a análise de outras.

A Diretoria já aprovou, acatando sugestão do SINAL, concorrências atrasadas de GQs; do concurso que tinha validade até junho de 2008, o BC convocou oitenta aprovados; o PASBC foi merecedor de uma reestruturação do Depes, o que incluirá a indicação de um Chefe-Adjunto exclusivo para a matéria.  Finalmente, o projeto pioneiro de reciclagem de cédulas trituradas, surgido em Belém, será implementado.

Todas são conquistas paralelas, que, corrigindo injustiças ou salvaguardando o meio ambiente, dizem bem da Casa a que dedicamos nosso trabalho.  Revendo distorções funcionais ou engajando-se num projeto sócio-ambiental, o BC se atualiza e se insere nas necessidades de seu tempo para além de desempenhar-se – muito bem, obrigado – de suas atribuições específicas.

Em todos esses momentos e eventos, temos estado juntos.  Seja unidos nas assembléias, seja unidos pela informação prestada a cada um desses passos.

Temos noção exata da ansiedade e da apreensão que envolve o funcionalismo do BC: SOMOS também seus colegas no Banco Central.

 

Reiteramos, porém, a confiança que temos na estratégia de atuação adotada. A hora se aproxima, e precisamos estar juntos e coesos nos objetivos que buscamos.

 

O momento é de trabalhar, e o SINAL já traçou ontem, em reunião telefônica do seu Conselho Nacional de quase três horas, os próximos passos (veja nesta edição).

 

Vamos precisar estar unidos, numa só voz.  Temos que fazer o governo entender por que estamos pleiteando um tratamento salarial à altura das mais altas carreiras de Estado: não somos melhores, mas de modo algum piores que quaisquer delas.

 

A hora está chegando: mãos à obra, funcionalismo do BC !

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