MPOG apresenta novo secretário de Relações de Trabalho às entidades federais
Na quarta-feira, 7, o secretário executivo adjunto do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Valter Correia da Silva, apresentou às entidades de servidores federais o novo secretário de Relações de Trabalho do ministério, o economista Sergio Mendonça, que substituiu Duvanier Paiva, falecido em janeiro.
Durante as cinco horas e meia de reunião, entre as 15h e 20h30, as entidades cobraram de Sergio Mendonça posição coerente do governo em relação aos recursos orçamentários e a proposta de política salarial para os servidores. Ainda no início do encontro, ao contrário do que afirmava Duvanier Paiva, o secretário adjunto do Planejamento informou que o prazo para negociação será razoável, até agosto, no limite da formulação do Orçamentário da União .
Em relação às demandas apresentadas pelas entidades, o secretário Sérgio Mendonça disse que não há possibilidade de conclusão do processo de negociação até abril. Na questão do orçamento, acrescentou que há necessidade de articulação junto ao governo para viabilização do montante reivindicado pelas entidades, lembrando o cenário de restrições orçamentárias e de ajuste fiscal.
Mendonça sugeriu discutir a ampliação dos prazos constantes nos diversos protocolos já assinados pelo governo. As entidades reagiram à proposta. Decidiu-se, então, pelo reinício imediato das discussões.
Em manifestações individuais, todos os dirigentes sindicais criticam a inoperância do governo em relação às negociações de reivindicações dos servidores. Muitos deles também denunciaram ao secretário do Planejamento o processo de exclusão da participação nas negociações.
Também o fórum de entidades, integrado pelo Sinal, pronunciou-se na reunião, cobrando os pontos específicos de sua própria pauta. Nova reunião foi marcada para quarta-feira, 14, às 10h.
Apesar dessa próxima reunião ter sido agendada para que se reinicie a discussão da política salarial dos servidores, a percepção de todos os que participaram da reunião de ontem, é de que não haverá soluções nem propostas a serem apresentadas pelo governo a curto prazo.


