Edição 26 - 15/03/2012

MPOG mostra pouca vontade do governo com os servidores federais

Pouco avançou a reunião de ontem do Fórum das Entidades Federais com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Sergio Mendonça, e a secretária-adjunta, Marcela Tapajós, para discutir, entre outros pontos, reposição salarial em 2012 e a instituição de uma política permanente para os servidores públicos.
 
O fórum foi representado pelas centrais sindicais CSP, Conlutas, CTB e CUT, a Condsef, Fenasp e o Sinal, com o presidente nacional, Sergio Belsito, e o dirigente da regional São Paulo, Paulo Lino.
 
O Secretário comentou a necessidade de intercalar as reuniões reivindicatórias dos servidores, com a representatividade do fórum, com reuniões específicas ou setoriais. Salientou a dificuldade, nesse momento, de compatibilizar o rejuste linear com a recomposição das carreiras que precisem de acertos. Não está descartada a possibilidade de se avançar na discussão de reajuste linear futuro, após a adaptação das diferenças entre tabelas e critérios aplicados.
 
Para Sergio Mendonça, o índice de 22,08% de reposição não ajuda na construção de uma proposta. Ao nível orçamentário, frisou, esse índice é inviável para o governo.  
 
Embora reafirme a confiança do governo federal em retomar o diálogo e as negociações com os servidores, declarando que há disposição política da presidente Dilma Rousseff em direcionar recursos para esse fim no Orçamento de 2013, o Secretário demonstrou ceticismo em se instituir uma política salarial permanente para os servidores. “Essa construção não se faz de um dia para o outro”. Em sua opinião, o governo tem de ser cauteloso com a evolução das despesas com o pessoal, já que são contínuas e permanentes. O governo não dispõe dos mesmos meios que a iniciativa privada para ajuste da folha, opina Mendonça.
 
Os dirigentes cobraram prazo e montante para as negociações. O Secretário, embora não tivesse como dar respostas naquele momento, afirmou que trabalha com a possibilidade de negociação até agosto.
 
Lembrou os reajustes concedidos desde o início do governo Lula e sinalizou que a recomposição das tabelas com as diferenças de inflação no período poderia ser um bom parâmetro, frisando os últimos nove anos – do governo – na apuração de uma eventual reposição salarial.
 
Por fim, Sergio Mendonça comprometeu-se a retomar a política de valorização do vencimento básico em detrimento da política de gratificações, como ocorreu no último ano.

Hoje pela manhã, acontece outra reunião para tratar dos benefícios/auxílios e dos projetos contrários aos interesses dos servidores.

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