“Grupão” das 32 entidades reúne-se com MPOG
Hoje, 16, pela manhã, o “grupão” das 32 entidades de servidores federais, ou fórum geral dos servidores, reuniu-se pela sétima vez com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento (MPOG), Sergio Mendonça. Pelo Sinal, participaram o Diretor Extraordinário para Assuntos Intersindicais, Iso Sendacz, e, representando o diretor de Relações Externas, José Ricardo, o dirigente da regional São Paulo, Paulo Lino. Os pontos principais da discussão foram a implementação da data-base, política salarial permanente e benefícios.
Como nas mesas setoriais, Mendonça relembrou o “super-impacto” (R$ 66,7 bilhões) das reivindicações dos servidores, “uma demanda difícil de ser atendida”, e do prazo final de 31 de julho para as negociações. Sobre a Medida Provisória 568, apresentada pelo Executivo na sexta-feira, 11, de surpresa, ele relatou que o Projeto de Lei 2203 seria de difícil tramitação, por isso a presidente Dilma Rousseff teria optado por trazer à lei o texto original, única forma possível de contemplá-lo no momento. Sobre benefícios, o governo está realizando simulações para ver se algo pode ser feito ainda este ano, ou só no ano que vem, informou Mendonça.
Avaliou-se que a edição da MP 568 foi um artifício para afastar da discussão as mais de uma centena de emendas, inclusive a que pretendíamos incluir para a modernização da carreira de Especialista do BC. Essa tese foi repetida à exaustão pelos participantes, sob diversas roupagens e com numerosos exemplos.
As primeiras colocações, das centrais sindicais, foram de reclamação da falta de resolutividade das reuniões, apelidadas de “Mesa Nacional de Enrolação” por alguns dirigentes. Eles explicitaram que essas reuniões têm causado insatisfação crescente nas bases e as empurram para o crescimento da mobilização. “O governo não apresenta propostas ou respostas e os servidores só recebem notícias distorcidas pela imprensa, que não faz mais do que jogar a população contra os servidores”, reclamaram.
– Onde está a proposta, onde está o dinheiro? – foram as principais indagações dos representantes sindicais ao MPOG.
O Sinal disse que a correlação Folha/PIB tem diminuído, no sentido contrário da expressão anterior do próprio secretário em mesa geral de negociação. O modesto reajuste de 22,08% sequer traria essa relação ao seu nível histórico, permitindo aditar correções parciais para as categorias em defasagem, inclusive a nossa, com a modernização e a supressão da diferença entre as carreiras do Banco. Concluímos nossa exposição apresentando o recrudescimento da mobilização prevista para o próximo mês, conjunta com outras carreiras.
O Sindifisco acrescentou a preocupação social dos auditores com o conjunto das carreiras representadas à mesa.
Mendonça, surpreso com a repercussão negativa da MP, assegurou que ninguém terá redução salarial e no futuro novas conversas poderão ser travadas. Comentou também o desgaste das reuniões que não avançam e creditou três delas ao movimento. Disse, ainda, que a imprensa interpreta por sua conta os comunicados oficiais. Tentará aproximar o prazo por ele proposto de 31 de julho com o da expectativa dos servidores – 31 de maio – e receberá as entidades no final do mês, mas não prometeu novidades.
As entidades avisaram ao Secretário sobre o calendário de mobilização, que inclui Ato Nacional em Brasília, em 5 de junho, e a perspectiva de greve geral, com algumas paralisações previstas já para este mês. Hoje à noite, as entidades avaliarão as ações conjuntas.


