Edição 72 - 14/06/2012

Reunião de ontem no MOG – “Só tenho a dizer que nada tenho a dizer”

Pontualmente às 15 horas as entidades chegaram ao MPOG para ouvir do SRT que “nada poderia dizer” no momento.
 
O intervalo de um mês desde o último encontro teria sido insuficiente para produzir qualquer proposta concreta. A redução do prazo de negociação dos professores, para decisão este mês, “garantidamente” nada teria a ver com a greve e a mobilização docente.
 
Sergio Mendonça repetiu o argumento da incerteza econômica, que recomendaria cautela no momento. Disse que a política de redução dos juros – novamente o Banco Central no coração da política de governo – deve produzir um resultado interessante mais adiante, mas seus efeitos ainda não são sentidos.
 
Os sindicatos, nesta rodada capitaneados por Leo, do SIndcvm, e Belsito, explicaram que têm agido com responsabilidade, mas após 12 reuniões – 8 em 2011 – e três dias nacionais de advertência e protesto, uma ausência de qualquer proposição só empurra os servidores para recrudescer a mobilização!
 
Belsito destacou que inclusive na manhã do dia tivemos uma forte assembleia conjunta, comprovando com farto material fotográfico, e que o “discurso da crise”, longe de desanuviar tensões, só afasta a ideia de uma política salarial permanente, causando desconforto a todos.
 
Junto com outros líderes, complementou que o pedido de tabela única, pauta da última reunião, poderia superar as distorções de carreiras e tornar harmônico o convívio dentro do Banco Central entre especialistas e procuradores, por exemplo.
 
Foi lembrado pela Unacon, sobre o tema, que essa convergência salarial é mais fácil de ser feita hoje do que teria sido em 2008. Marcela, como de hábito, relembrou que não é pelo salário que se produz o reconhecimento da excelência dos serviços, mas pela adoção do subsídio. Mendonça, por sua vez, declarou-se simpático à tese, mas que essa não é a opinião do governo.
 
Nada havendo de concreto, a bancada sindical concluiu que não marcaria nova reunião, mas aguardaria, crescentemente mobilizada, a iniciativo do governo em oferecer algo de concreto.
 
O secretário reconheceu ser cobrado por greves eclodidas, ao que foi contrarrestado que há formas mais eficazes de causar incômodo diante da inação do governo.

Edições Anteriores RSS
Matéria anteriorDecreto nº 7.724, sobre acesso à informações dos salários dos servidores do Banco Central
Matéria seguinteGoverno continua enrolando