Campanha Salarial – Sem propostas e respostas, governo manda recado pela imprensa
Em diálogo com o governo desde 2011, os servidores foram, mais uma vez, surpreendidos com a estratégia adotada pela atual gestão do Executivo em relação às negociações salariais para a folha de 2013. Segundo o Correio Braziliense, a Presidência da República aposta na lei de acesso
à informação para tentar jogar a opinião pública contra as reivindicações do funcionalismo. Pena que nossa Presidenta se preocupa somente com a divulgação dos salários dos servidores públicos e não divulga os ganhos daqueles que fazem parte dos diversos “conselhos de administração” de empresas, tanto públicas como privadas.
Vale lembrar que hoje, 18, é a data indicativa das entidades federais para marcar o início de paralisações, que podem chegar, inclusive, à greve geral.
Embora propagandeie o Brasil como um país não vulnerável, o governo, diz o jornal, vai utilizar a crise internacional e o baixo crescimento econômico do Brasil para frear reajustes, mostrando também, por meio da divulgação dos gastos com o funcionalismo, possíveis distorções salariais entre os poderes e entre as carreiras.
O Correio mostra ainda que, ao passar as negociações para 2013, com vistas a 2014, o governo pretende casar a possibilidade de reajustes com a campanha eleitoral, objetivando a recondução de Dilma Rousseff à presidência da República.
Como se diz no futebol, é preciso combinar com os russos.


