Edição 77 - 22/06/2012

Carreiras de estado respondem aos recados do Governo Federal via imprensa com disposição de paralisação

A maioria das entidades sindicais das carreiras do núcleo de Estado e de gestão realizam há três dias (20, 21 e hoje, 22) ações de mobilização por reajustes salariais em diversas capitais do país. As categorias reafirmaram nos eventos sua disposição de paralisação, entre outras ações, a partir do dia 28 de junho, em reação à atitude em sinalizar “zero” de reposição em 2013. O recado do governo, vale lembrar, ocorreu na segunda-feira, 18, por meio de matéria do Correio Braziliense (Apito Brasil).
O Sinal, um dos sindicatos que coordenam o fórum das 32 entidades de servidores federais, mobilizado em suas regionais, defende junto a outras categorias paralisação de 24h para o dia 28, dia da concentração nacional em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).
Os servidores do BC, como os colegas de outras carreiras, têm consciência dos prejuízos a serem causados por conta de uma possível greve. Caminham para essa possibilidade, no entanto, como último recurso na defesa de seus direitos constitucionais. Nossas perdas alcançam quase 23%, desde o último reajuste, em 2008.
As ameaças de utilizar a transparência das informações do governo para tentar jogar a sociedade contra os que para ela trabalham, ou, ainda, a atitude de não dizer claramente o que pensa nos diálogos das mesas de negociações – local democrático de discussão conquistado pela luta do movimento sindical – e, ao contrário, falar pela imprensa, mostram que o governo não está disposto a responder às nossas reivindicações.
A atual gestão do Executivo dá a entender que pretende arrastar nosso pleito para daqui a dois anos. Talvez conceda “reajustezinhos” a uma categoria aqui e a outra acolá para mostrar que “valoriza” o servidor somente às vésperas de eleições nacionais.
O corpo dos servidores federais, responsável pelo funcionamento da máquina do estado, como a estabilidade econômica, a arrecadação, a fiscalização e a segurança, por exemplo, não pode permitir que o país prossiga à deriva de interesses eleitorais ou eleitoreiros.
O funcionalismo é o verdadeiro responsável, no Estado, pelo desenvolvimento econômico e social da nação. As carreiras do BC, do Tesouro, da Polícia e da Receita federais, entre outras, têm ciência de seus deveres. E têm, da mesma forma, ciência de seus direitos! 

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Dia 28 de junho:
Todos à paralisação nacional!
Veja, abaixo, os eventos das regionais do Sinal, realizados nos dias 20 e 21

 


Belém


Foi realizada atividade cultural pela manhã, com palestra do renomado jornalista Lúcio Flávio Pinto e intitulada Amazônia: riquezas e fragilidades.
Às 15h, a concentração dos 24 servidores no espaço do restaurante (1º andar do BC), deliberou:
1. AGR no dia 26 de junho, quando será discutida paralisação dia 28 e atividades a serem realizadas.
2. Panfletagem de manhã cedo, varredura nos andares e fixação de faixas no prédio do Banco Central.

 

 


Belo Horizonte

Não houve assembleia. 

 


Brasília

Foi realizada a palestra Reflexões sobre remuneração e aposentadoria dos servidores do banco Central, no auditório do BC, proferida pelo engenheiro e auditor do Distrito Federal, Luiz Roberto Pires, auditor do Governo do Distrito Federal, ex-cooordenador-geral da Secretaria de Recursos humanos do MPOG.

 


Curitiba

A assembleia de Curitiba contou com 45 assinaturas. Além dos informes, registramos a aprovação pelo CN na formação de um grupo nacional, com um representante de cada regional, custeado pela Nacional, para apoiar e ajudar na mobilização em Brasília no período de 26 a 28 de junho. A participação foi boa, inclusive de comissionados.


Houve anuência, por consenso, quanto á convocação para AGN no dia 28 de junho, a partir das 9 horas, com café da manhã no espaço lanchonete e paralisação de 24 horas.

O Conselho Regional deixou o convite em aberto para participação no grupo nacional.


Fortaleza

A assembleia de Fortaleza contou com 34 assinaturas. Além dos informes, ressaltamos a importância da formação de um grupo nacional (formado pelos colegas das regionais) para apoiar e ajudar na mobilização em Brasília no período de 26 a 28 de junho.

Houve duas deliberações:

1. Apoiar o Sinal Nacional na proposta de paralisação, no dia 28, que será encaminha amanhã ao conjunto das entidades.

2. Realizar assembleia regional no dia 27, à tarde, para preparação para o dia seguinte.

 


Porto Alegre

A Assembleia do dia 20 contou com a presença de 30 colegas e decidiu o seguinte:
. não realizar paralisação/mobilização no dia 21 de junho – unanimidade dos presentes;
. realizar as seguintes atividades na manhã do dia 21: café da manhã, assembleia de informes e bate-papo com dirigentes do Sindifisco/Porto Alegre sobre a mobilização atual (operação padrão) na Receita Federal (a depender da disponibilidade do Sindifisco) – unanimidade dos presentes;
. encomendar ao Sinal/RS uma “nota de repúdio” ao Diretor de Administração e à Chefe do Depes, por falta de resposta ao pedido de audiência formalizado pelo Sinal/RS; a nota será submetida à assembleia do dia 21 – unanimidade dos presentes;
. realizar paralisação/mobilização de 24 horas no dia 28 de junho (20 votos a favor e duas abstenções).
Ontem, 21, o presidente do Sindifisco/Porto Alegre, Vilson Romero, participou da assembleia e aprovou o texto abaixo para publicação no informativo do Sinal/RS, E-Candeeiro:


NOTA DE PESAR

Os servidores do Banco Central do Brasil lotados em Porto Alegre, reunidos em assembleia, repudiam atitude recente do titular da Dirad, que sequer se deu ao trabalho de responder ao Sinal/RS o pedido formal de reunião, devidamente formalizado na véspera por colegas do Sinal/SP, para tratar de questões do funcionalismo, no curso de viagem de trabalho à nossa regional.


Os servidores sabem que a crescente irrelevância daquela diretoria no trato das questões relativas ao funcionalismo ocorre, sobretudo, por fatores que independem da vontade dos gestores do BC. Apesar das limitações, os ocupantes antecessores do cargo procuravam ouvir o funcionalismo e esforçavam-se para ao menos tentar influenciar positivamente os processos negociais entre Sindicato e Governo. O cargo era exercido com maior respeito.


A descortesia de ignorar o funcionalismo é somente a cereja de um bolo que está cada vez mais difícil de engolir.


A Dirad, além de negar-se a receber o funcionalismo, ausenta-se totalmente das tratativas com o MPOG e não mostra interesse em colaborar no chamado GT da Litigiosidade (cálculos encomendados ao Depes há semanas ainda não estão prontos). Em suma, foge da função primordial de trabalhar pela valorização do funcionalismo.


A mesma crítica pode ser estendida ao presidente Alexandre Tombini, que parece aceitar sem questionamento o que vem do Palácio do Planalto, da migração da folha de pagamento para o MPOG ao arrocho salarial dos servidores do BC.


Nós, servidores de Porto Alegre, clamamos por mudanças profundas e urgentes na forma de atuação da Diretoria Colegiada como um todo e da Dirad em particular, no que tange aos assuntos do funcionalismo.

 

 


Recife

A AGN de ontem, 21, foi realizada na frente do Banco Central, obtendo maior visibilidade. Foram passados informes de outras regionais e, também, informações sobre o grupo da litigiosidade.


A lista de presença recebeu 66 assinaturas.Contamos com a presença da quase totalidade dos servidores do Meio Circulante.

Deliberou-se pelo envio de um representante para o evento do dia 28, em Brasília, tendo sido indicado, por aclamação, o filiado Glenir Cordeiro de Castelo Branco, cujas despesas correrão por conta da Nacional. Também foi deliberado o Estado de Assembleia Permanente a partir desta data.


Às 15h, o jornalista Inaldo Sampaio fez palestra sobre o momento político no Brasil. Concluiu o jornalista dizendo que o sucesso de movimentos reivindicatórios como o nosso depende justamente da capacidade de mobilização, citando como exemplo o caso dos magistrados e dos auditores fiscal do estado de Pernambuco.

 


Rio de Janeiro

 
Em paralisação parcial que reuniu cerca de 300 servidores do BCB e Susep, e com a presença de representantes da CVM, a assembleia conjunta, realizada ontem, 21, aprovou uma paralisação por 24 horas para quinta-feira, 28, dia em que ocorrerá o ato de protesto na porta do Ministério do Planejamento, com caravanas de todas as regionais e com grande apoio do pessoal de Brasília.

A avaliação geral feita pelos representantes sindicais das Carreiras Típicas de Estado, com base na última rodada de negociações, é de que o governo está se "descomprometendo" de apresentar uma proposta, com o discurso da crise externa, o que poderá resultar numa proposta de 0% ou algo irrisório, no limite do prazo (31 de julho), com pouco tempo para mobilização ou negociação de uma contraproposta.


Diversas categorias estão ampliando a sua mobilização, com destaque para a Receita Federal, Polícia Federal (operação padrão) e Fiscais do Trabalho.

 

 


Salvador

Não houve assembleia.

 


São Paulo

Não houve deliberações durante a Assembleia Regional de ontem, 21 – mantido indicativo de paralização dia 28 –. Foi realizada palestra do assessor da Diretoria de Assuntos Intersindicais, Carlos Alberto Pereira, no auditório do BC. O tema versou sobre a campanha salarial dos servidores públicos no contexto atual da economia brasileira.
A Regional marcou para hoje, às 14h, nova assembleia no andar térreo do prédio do Banco Central.

 

 

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