Edição 81 - 29/06/2012

Servidores, unidos, defendem reposição salarial já!

Mais de 2 mil pessoas manifestaram-se ontem, 28, na Esplanada, para garantir a inclusão da recuperação das perdas salariais na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013. BC vira palco de protesto outras categorias em várias regionais.

Funcionalismo federal responde aos recados do governo: não aceitará ficar mais um ano sem reajustes!
 
O movimento unificado de servidores de carreiras de Estado, inédito no Brasil, já provoca, há semanas, paralisações parciais em vários setores do governo. Ontem, foi a vez do Banco Central.

Algumas atividades do BC ficaram paradas durante todo o dia em sete regionais. No Rio de Janeiro, a paralisação alcançou 85%, em São Paulo, 50%. Em Brasília, cerca de 350 servidores deixaram seus trabalhos por duas horas para comparecer à concentração em frente ao Ministério do Planejamento.
 
No Rio, para evitar interferência das manifestações do Sinal e de outras entidades, o Banco deslocou as operações do Departamento de Operações de Mercado Aberto (Demab) para outro prédio, garantindo a rotina do mercado de capitais (veja matéria abaixo).

Além de reforçar a Campanha Salarial, as manifestações destacam a necessidade de valorização das carreiras estratégicas do Estado, responsáveis, entre outras áreas, pela estabilidade da economia diante da crise internacional.

Surpreso com a disposição de luta dessas categorias, que, em várias cidades, viram somar às suas lutas manifestações de outros setores do funcionalismo, como os das universidades federais, em greve há mais de 30 dias, o governo se mobilizou para reunir-se ainda hoje com as direções sindicais, entre elas, o Sinal. O encontro será às 14h no Ministério do Planejamento.

Confira nesta edição a reunião de dirigentes sindicais com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

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