Edição 82 - 02/07/2012

Resumo do Sinait

Campanha Salarial – Governo não apresenta avanços em reunião no Planejamento

O governo não apresentou qualquer novidade ou proposta na reunião realizada na tarde desta sexta-feira, 29 de junho, no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O secretário-Executivo adjunto da Pasta, Valter Correia, o secretário de Relações do Trabalho Sérgio Mendonça e a secretária adjunta Marcela Tapajós receberam os representantes das 22 entidades que compõem a União das Entidades Representativas das Carreiras de Estado.

O Secretário Executivo quis ouvir todos os sindicalistas e foi informado de que as categorias estão firmes e mobilizadas, dispostas a manter as ações até que o governo apresente uma resposta à pauta de reivindicações. Todos, sem exceção, afirmaram que desenvolverão ações que, de alguma forma, terão consequências para os resultados finais da administração geral ou para o órgão específico de atuação.
 
Dentre as carreiras, os servidores do Itamaraty paralisaram totalmente as atividades e as demais mantêm estado de mobilização e operação padrão. A paralisação total poderá ser decretada a qualquer momento, uma vez que todas as categorias já aprovaram este encaminhamento em Assembleias Gerais.
 
Rosângela Rassy, presidente do Sinait, informou que os Auditores-Fiscais do Trabalho estão em estado de mobilização e realizam ações planejadas de fiscalização de atividades econômicas importantes para o País. Resultados de arrecadação do FGTS, por exemplo, poderão ser afetados. Ela observou que o governo criou a Secretaria de Relações do Trabalho para manter diálogo com as carreiras, porém, há praticamente dois meses as negociações estão paradas.
 
Valter Correia disse aos servidores que o governo não tem mesmo uma resposta para dar. Para o governo, o prazo mínimo da negociação é 31 de julho e o máximo, 31 de agosto. Esta informação, na opinião dos dirigentes das entidades é diferente do que foi passado na última reunião realizada no mês de maio, quando o secretário Sérgio Mendonça havia informado que o governo já estava trabalhando com o prazo de 31 de julho. Eles avaliaram que a tendência é que o movimento caminhe para a paralisação geral depois de 31 de julho, se o governo mantiver este posicionamento.
 
As categorias estão fazendo assembleias e reuniões semanalmente. Esta semana, o Sindifisco Nacional realizou plenária nacional e ficou decidido que a operação padrão continua com força e que uma nova Assembleia Nacional será realizada dia 1º de agosto para decidir sobre a paralisação total. Tudo vai depender do governo, se apresentar ou não uma contraproposta aos servidores.
 
Na Auditoria-Fiscal do Trabalho o estado de mobilização se mantém, e deve crescer nas próximas semanas, com suspensão de serviços internos às terças e quartas-feiras e ações de fiscalização planejadas para segmentos estratégicos. A hora é de se manter firme, pois o governo tem acompanhado a movimentação e está atento ao engajamento dos servidores.

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