Edição 104 - 09/08/2012

A greve e a mobilização nas Regionais

Belém

A forte adesão ao movimento grevista deixou o prédio do BC praticamente vazio. Cerca de 50% dos colegas reuniram-se na entrada do edifício e outros sequer dirigiram-se ao Banco.


Belo Horizonte

A excelente mobilização em frente ao BC terminou às 12h, com a realização de assembleia que deliberou pela dispersão na parte da tarde.

A adesão inédita à greve contou em torno de 300 assinaturas. Foram ótimas as intervenções e a participação dos colegas das demais entidades, com um número igualmente surpreendente de presentes dentre os colegas que estavam no prédio, (até onde verifiquei) de 140 assinaturas.

Ao mesmo tempo em que isso nos reconforta, também nos remete à responsabilidade que temos de prosseguirmos até o final deste governo, lutando pela necessidade de criação de uma proposta de trabalho para sustentar a tarefa de defesa das atividades dos serviços públicos. É preciso saber,por exemplo, como será a carreira de especialistas do BC em termos de salários projetados pelo governo atual, e como ele tratará as atribuições da autarquia nos próximos três anos, dado o descaso da equipe do governo Dilma com os serviços que oferece à sociedade, o tratamento de descaso e truculência que dispensa aos trabalhadores do serviço público, tanto quanto as instituições a serviço da sociedade brasileira.


Brasília

No final do dia foram contadas 585 assinaturas. Colegas aposentados não assinaram, segundo três deles, para não prejudicar a contagem do numero de grevistas.

A sede do BC ficou praticamente vazia, como o estacionamento em boa parte do tempo.

As faixas provocativas em frente ao BC focaram na presidente da República: "Dilma disse que corte de ponto é decisão do órgão"; "Dilma quer nosso salário real igual ao deixado por FHC". A mais ousada, e enorme, dizia "Dilma, esqueça FHC, espelhe-se em Itamar, ou, pelo menos, não destrua o que conquistamos com Lula".

As paredes estavam repletas de cartazes com fotos de greves em seus momentos finais (lotadas!), gráficos com a projeção de queda no salário real, alem de "BACEN EM GREVE". Havia pipoca, algodão doce e picolé de graça.
Foi um belo momento. O ambiente foi cordial, sem piquete, ao contrário, a acolhida foi fraternal. Quem não aderiu também não ficou constrangido em dar uma passada na mobilização, abraçar amigos, sentar para um papo, ouvir sobre o movimento e desejar boa sorte.

 


Curitiba

A lista de adesão registrou 76 assinaturas, incluindo as do gerente substituto, do coordenador de informática e dois coordenadores do Deorf. Como nas demais seções, destaca-se a boa participação grevista no Mecir.


Fortaleza

Em Fortaleza a paralisação teve ótima adesão. 47 colegas assinaram a lista de presença e outros não compareceram ao banco. Pela manhã recebemos a imprensa e o deputado estadual Lula Moraes, tivemos música ao vivo e apresentamos os informes. O Mecir parou, o prédio e o estacionamento estavam esvaziados. À tarde, fizemos concentração das 14h às 17h em frente ao prédio.


Porto Alegre

Apenas 67 pessoas foram vistas trabalhando, excetuando os procuradores. A lista da greve contou 41 colegas porque muitos não seguiram para o BC. Na fiscalização, quase todos estão em trabalho externo/viagem.


Recife

A manifestação conjunta dos servidores das carreiras de Estado em frente ao Banco Central terminou por volta das 12h30. Veja, abaixo, a lista de entidades presentes.

A contagem feita nos andares no banco por volta das 10h50 contabilizou 39 servidores trabalhando. Muitos setores aderiram 100%, a exemplo do Deban, Decip, Decop e Desuc. O prédio e o estacionamento do BC VAZIOS dimensionaram, desde cedo, a adesão. Muitos colegas não foram ao Banco, o que preocupa, já que não assinaram a ata. Na lista de presença há 148 assinaturas. Ainda estão sendo contabilizadas quantas são do BC e quais são de outras carreiras.

A imprensa cobriu fartamente o movimento, a exemplo da TV Globo no telejornal local.

Ainda ontem, foi realizada reunião para mostrar ao governo a nossa indignação com a falta de negociação e resposta aos nossos pleitos.

Em movimento concorrido, os servidores do BC, em Recife, demonstraram que a ausência de proposta do governo acirra os ânimos e não há como tolerar até o final de 2013 sem a reposição das perdas inflacionárias. O protesto de ontem explicitou o sentimento de repúdio de nossas carreiras contra o descaso do governo em valorizar as categorias que não possuem similaridade na iniciativa privada e que só podem ser acolhidas pelo Estado.

Governo passa, o Estado fica!

Seguiremos firmes e convictos de que juntos somos mais fortes!

Entidades que participaram do protesto ontem, em Recife: Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF);  Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF); Sindicato Nacional do Funcionários do Banco Central (Sinal);  Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait); Sindicato Nacional dos Auditores- Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional); Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz);  Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon) e  União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (Unafe).

Queremos o cumprimento da Constituição Federal!

Já são 23% de perdas que não voltam mais e o risco é de ZERO para 2012 e 2013.

Queremos reposição já!


Rio de Janeiro

Foram vistos apenas 40 colegas (10% do total) dentro do BC da Av. Presidente Vargas.

O Mecir não abriu o cofre forte e ficou praticamente vazio. Desta vez a fiscalização também aderiu ao movimento. A mesa do Demab, embora não tenha sido transferida para o prédio da Ambima, trabalhou em contingência.

Vários operadores na contingência com vários operadores participando da greve. Vários políticos visitaram a manifestação: o candidato do PSOL a prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, os vereadores de seu partido, Paulo Pinheiro e Eliomar Coelho, e o chefe de gabinete da vereadora Sonia Rabello (PV). Freixo, além do apoio à greve, falou do prédio do BC na Gamboa, denunciando que a empresa responsável pela construção do novo prédio está em processo de falência. 


Salvador
 
Assinaram a lista de presença 50 servidores, porém o prédio estava quase vazio. Muitos colegas não foram ao Banco. Vale destacar a forte adesão em áreas fim, como Deorf, Depec, Desig, Desuc e Mecir. 


São Paulo

Foram contadas 187 assinaturas na lista da greve. As vagas ociosas na garagem do prédio do BC, após as 15h, no total de 114 (33 no 1º subsolo e 81 no 2º), são um bom indicativo da força do movimento.

Na assembleia realizada pela manhã, conduzida pelo presidente da Regional, Aparecido Francisco de Sales, foram passados informes sobre o movimento nas Regionais de Brasília e Rio de Janeiro.

A greve, disse Sales, é legal e legítima, pois buscamos negociação há 9 meses com o governo, sem sucesso até o momento.

Foi motivo de repúdio a referência à paralisação apenas “dos Analistas do Banco Central”, na resposta oferecida pelo diretor de Administração do BC ao Presidente do Sinal para indicar os serviços e atividades essenciais, em caso de paralisação ou greve, a saber: “Acuso o recebimento, por esta Autarquia, de ofício por meio do qual Vossa Senhoria noticia a paralisação de Analistas do Banco Central no próximo dia 8 de agosto, por 24 (vinte e quatro) horas, conforme deliberado em assembleia geral de servidores” (parágrafo 1º do Ofício 1140/2012-BCB/Diret, de 7/8/12).

Cabe lembrar ao Diretor de Administração que a decisão de greve foi tomada em Assembleia Geral Nacional (AGN), aberta à participação de toda a categoria do Banco Central, isto é, das carreiras de Especialista (cargo de Analista e de Técnico), de Procuradores e, inclusive, dos celetistas reintegrados. Ao se referir à paralisação apenas “dos Analistas do Banco Central” a DIRAD quer semear a discórdia entre os servidores.

Comentou-se a notícia veiculada no jornal Folha de S. Paulo, reproduzida em quadro abaixo, dando conta do pedido de demissão do Coordenador do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG), César Brod, por discordar da orientação que recebeu para cortar o ponto de grevistas.

Com a faixa colocada na porta de entrada do BC, em inglês (Central Bank officers on strike), pretendeu-se chamar a atenção para o movimento, especialmente da delegação estrangeira em visita ao Desup local, ocorrida também ontem.
Ao final da assembleia, recebemos a visita de representantes do Sindicato Nacional dos Servidores da CVM – SindCVM, entre os quais, seu vice-presidente, Wagner Gomes.
 
Mais detalhes da greve nas seções do BC estão disponíveis nos respectivos informativos das Regionais do Sinal.

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