Os servidores federais e a opção de Dilma
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Com descaso a todas as categorias do funcionalismo, e por entender que ele deve ser sacrificado em defesa do setor privado, Dilma não se cansa de fustigar a sociedade contra os que realmente lhe servem. Basta observar as medidas por ela tomadas contra a campanha salarial dos servidores públicos das mais variadas categorias. Além de mostrar a todos incrível desrespeito aos trabalhadores da educação superior, ela decidiu se insurgir, também, contra os que garantem a estabilidade financeira, o sucessivo aumento de arrecadação, a boa fiscalização e policiamento federal, entre outros segmentos das chamadas carreiras de Estado; os que ela entende terem “sangue azul”. Mau patrão dá conselhos ao Brasil-empresa de Dilma Ontem foi a vez do conselheiro-mor da presidente, o empresário Jorge Gerdau, atacar nossa campanha salarial, ao dizer que “o Brasil poderá virar uma Grécia, piorada”. Segundo o Correio Braziliense, Gerdau afirmou que o país “precisa evitar desperdícios na máquina pública e defende que benesses para servidores têm de ser limitadas”. Curiosamente, as empresas desse senhor da “elite”, como ele próprio se define no Correio, responde a centenas de ações trabalhistas e enfrentam várias multas por descumprimento das normas estabelecidas pelas leis do nosso país. O pacote privatizante milionário anunciado pelo governo, do qual Gerdau é o mentor, mostra que a presidente que tenta nos ofender optou, isso sim, por caminhar com a nobreza que suga o Brasil desde seus tempos coloniais. Não por outra razão, o empresário Eike Batista chamou o pacote de Dilma de “Kit felicidade”. Ninguém é contrário a investimentos, mas a presidente não pode, de maneira irresponsável, incitar a sociedade contra os servidores públicos, preterir o público pelo privado. Cada vez mais refém do capital, a presidente também erra gravemente ao atacar, ou sugerir que outros que a cercam o façam, o corpo funcional do Estado, que não pode jamais ser refém de interesses espúrios. Observe-se que as recentes crises internacionais passam, principalmente, pela desregulamentação financeira, pelo desmonte dos quadros profissionais de bancos centrais, do boom de créditos irresponsáveis imobiliários, da concorrência entre produtores internacionais. Resta-nos saber para qual caminho os novos parceiros da presidente vão nos levar. Talvez os vejamos dentro em pouco em outras CPIs. Enquanto isso, o funcionalismo, em especial o de carreiras estratégicas de Estado, continuará garantindo, cada vez mais, a eficiência econômica e soberana da nação. Se governantes passam, o Brasil sobrevive!
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