Edição 131 - 13/09/2012

Fonacate discute rumos pós campanha salarial

No dia 11, o Sinal, representado pelo presidente nacional, Sergio Belsito, e o diretor de Externas, José Ricardo, participou de reunião ordinária do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate). A reunião foi presidida por um substituto do presidente do Sindifisco, Pedro Delarue.

Estiveram presentes, entidades que assinaram e que não assinaram o acordo com o governo, demonstrando que, além do reajuste salarial, a defesa do Estado brasileiro está falando mais forte.

Houve uma boa discussão sobre os rumos do fórum, cuja atuação tem decepcionado os seus participantes. Ficou marcada para dia 12 de outubro reunião emergencial da "executiva" e reativação e reestruturação do Grupo de Trabalho (GT), do qual o Sinal faz parte, para revisão do estatuto.

Fórum encaminhará ao governo Moção pela valorização das Carreiras

O cenário de hostilidade do governo quanto ao posicionamento das carreiras, que queriam apenas o que a Constituição Federal assegura, fez muitas das entidades do Fórum questionarem o valor que o Executivo tem dado às atividades essenciais do Estado. 

Ascom/FONACATE – Publicado em 11/09/2012, às 20h31

“A campanha salarial das carreiras de Estado nos mostrou que esse governo não valoriza nossas atividades e tem uma política de esvaziamento do Estado. O pior de tudo é ter a certeza que eles ainda nos vendem como despejo de recursos para a sociedade”, afirmou o vice-presidente do Fonacate e presidente da ANFIP, Álvaro Sólon de França, ao abrir a Assembleia do Fórum nesta terça-feira (11).

O encontro foi realizado no Hotel Nacional e teve como tema principal a importante campanha da chamada União das Carreiras de Estado (UCE), que inclusive foi coordenada pelo presidente do Fonacate, Pedro Delarue, na luta pela negociação com o governo da reposição das perdas inflacionárias dos servidores públicos.

O cenário de hostilidade do governo quanto ao posicionamento das carreiras, que queriam apenas o que a Constituição Federal assegura, fez muitas das entidades do Fórum questionarem o valor que o Executivo tem dado às atividades essenciais do Estado. Por isso, os membros do Fonacate aprovaram durante esta Assembleia uma Moção de Apoio à campanha salarial protagonizada pela UCE.

O documento, que será distribuído ao governo, parlamentares e imprensa, vai destacar a preocupação dos servidores com o sucateamento do funcionalismo público. Durante a própria campanha salarial, a UCE reiterava que o objetivo não era só o aumento, mas reestruturação das carreiras.

A Moção mostrará ainda, que ao contrário do que tem apontado a mídia, as Carreiras de Estado apóiam a regulamentação de uma Lei de Greve para o Serviço Público, desde que o tema seja discutido no Congresso Nacional e com a participação de todas as entidades representativas. “Nosso receio é que a presidente Dilma aprove uma lei sobre o tema na forma de um rolo compressor, como fez com o Funpresp (Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal). Atendendo somente aos objetivos do governo e esquecendo os direitos dos servidores”, frisou Álvaro Sólon.

Ainda em se tratando da Lei de Greve do Funcionalismo, o Fonacate mandará ofícios ao Ministério do Trabalho, do Planejamento e ao Congresso se colocando à disposição para o debate.

O também vice-presidente do Fonacate e presidente da UNAFE, Luis Carlos Palácios, ficou responsável por elaborar a minuta da Moção que deve ser divulgada na próxima semana.

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