Edição 137 - 27/09/2012

Temos que prosseguir no caminho da reabertura das negociações!

 

Em teleconferência na tarde de ontem, 26, o Sinal, embora reconhecendo aspectos positivos na ação dos proponentes, particularmente a opção pela participação em futuras assembleias, decidiu por 3 votos a favor, 12 contra e duas abstenções, não acatar a proposta do Sinal-DF referente ao abaixo assinado encaminhado por um grupo de servidores, com os seguintes itens:

1) que seja colocada em AGN a aceitação do 5+5+5 mais GT de realinhamento;

2) ratificação/rejeição do abaixo assinado de preferência por votação eletrônica;

3) abrir consulta  eletrônica  não deliberativa, para saber o que pensa a categoria neste momento (sobre os 5-5-5, GT de realinhamento, calendário de mobilização proposto pelo CN, etc).

A decisão do Conselho Nacional se deu, considerando que:

  • em 28 de agosto, o referido acordo foi rejeitado por 2/3 dos votantes, em Assembleia Geral Nacional (AGN) por votação presencial envolvendo mais de 1.800 servidores, sendo que, naquela oportunidade, o MPOG retirou a proposta, encerrando unilateralmente as negociações;
  • em recente reunião com o Sinal , o secretário de Relações do Trabalho do MPOG, Sergio Mendonça, informou que não existe proposta salarial em oferta e que, pela vontade do Governo, a próxima rodada de negociações se dará somente em 2013;
  • ontem, 26, o diretor de administração do Banco Central, Altamir Lopes, afirmou ao presidente nacional do Sinal, Sergio Belsito,  que o BC não vê possibilidade de encaminhamento do abaixo assinado às esferas governamentais competentes, não havendo, portanto, nenhum compromisso da diretoria colegiada com tal solicitação. Reafirmou, ainda, que o assunto deve ser conduzido pelos sindicatos; 
  • o encaminhamento de eventual documento em nome de parte dos servidores do BC, que não encontre interlocutores dispostos a apoiá-lo, significará um enorme desgaste para esse corpo funcional, com sérias consequências quando da retomada das negociações.  

Nesse sentido, o documento poderia criar a falsa ilusão de que a proposta rejeitada ainda estaria disponível, bastando, para obtê-la, que entregássemos um cheque em branco na mão do presidente do Banco Central, ministro Alexandre Tombini, desviando, assim, nossas energias da tarefa imediata de construção de nossa mobilização.

O Sinal entende que a direção lógica do nosso movimento passa primeiro pela necessária mobilização do corpo funcional do BC em torno da imediata abertura de negociações, para que, a partir dessa retomada, se construa uma proposta a ser apresentada aos servidores do Bacen.

Vamos fortalecer a reivindicação de nossos direitos em 10 de outubro,  DIA NACIONAL DE LUTAS.

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