A OBRIGATORIEDADE MENTIROSA

    Gente amiga, eu já coloquei minha opinião sobre a falsa obrigatoriedade de votar que insistem em manter no Brasil, visto que ela não existe em todo o primeiro mundo e mesmo no chamado terceiro mundo, nosso país é dos raros que ainda a usam. No momento em que diversos políticos de variados partidos, inclusive dos que estão no Congresso, deputados e senadores, começam a refletir melhor e achar que esta "obrigatoriedade" deveria acabar na reforma política que eles nunca aprovam eu leio uma declaração impregnada de bobagens e mentiras porque nela o candidato que está em primeiro lugar nas pesquiss para Prefeito de S. Paulo, ou mostra seu desconhecimento da verdade ou pretende também confundir os eleitores. Leiam, por favor, o que retirei do Portal do Terra:"O líder nas pesquisas da disputa à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno (PRB), acredita que liberar o voto é um risco para a democracia. "Acho que o voto é um direito de todos nós. E se você sair do voto obrigatório para o voto espontâneo, você corre o risco de os políticos serem eleitos por muito pouca gente. E isso é muito perigoso, porque não é a maioria da sociedade que está elegendo alguém. Eu acho que o voto obrigatório ainda é positivo".Em primeiro lugar volto a afirmar que não existe na Lei vigente nenhuma obrigatoriedade de alguém ter que votar. Isto é um mero jogo de palavras. A origatoriedade é de você comparecer a sua Seção Eleitoral, ter o seu título de eleitor devidamente carimbado provando que você compareceu no dia da eleição. Dentro da cabine só você decide conforme a sua consciência sobre o que vai fazer, aí sim, com o seu voto. Será que alguém ainda tem alguma dúvida? Parece que o candidato acima não tem dúvida, mas não custa fazer um discurso para parecer mais realista ou patriota que a verdade em questão. Alguns chamariam isto de demagogia.Concordo com ele quando diz que "o voto é um direito de todos nós", até aí tudo bem, só me causa arrepios ter que concordar com o referido candidato, no qual eu não votaria se morasse em S.Paulo, mas vá lá. Todavia quando ele afirma que sair do voto obrigatório para o espontâneo é "correr o risco de os políticos serem eleitos por muito pouca gente" aí eu tenho que discordar mesmo. Saiba o candidato que no primeiro mundo, inclusive nos EUA, é comum haver abstenção (nem falo em voto nulo) acima de 40% ainda que em eleição para Presidente. Procure se informar, candidato, e verá que é verdade. Jamais alguém condenou a não obrigatoriedade por lá.Quando ele diz que de outra forma alguém estaria sendo eleito não pela maioria da nossa sociedade, saiba ele que ainda com a falsa obrigatoriedade isso também pode ocorrer e certamente já ocorreu. Experimente não olhar apenas os votos válidos, considere também os nulos, os em branco, abstenção e outros, por favor,a cada eleição aqui mesmo no Brasil. O que o candidato afirma é um mero jogo de palavras que visa a tentar jusitficar o que não é aceito em quase todo o nosso planeta. Mas isto não me surpreende.Achei curioso que o candidato José Serra tenha dito ser contra o tal "voto obrigatório". Olha eu concordando com outro político em quem eu também não votaria. Quanto ao Sr. Haddad, candidato petista, ele preferiu ficar, digamos, em cima do muro. Em verdade diante da situação atual do julgamento do Mensalão e do abraço do Lula no Maluf, na residência deste, realmente ele deve ter pensado que em boca fechada não entra mosca, pois. Antes que alguém faça algum juízo equivocado aviso logo que também no Sr. Hadad eu não votaria, mas eu nem moro em S. Paulo, o que não me tira o direito de ter opinião, claro.Para encerrar vamos colocar um pouco de luz na cabeça do ilustre líder das pesquisas na futura eleição para Prefeito em S. Paulo. Reproduzirei aqui o que qualquer pessoa pode obter se visitar espaços confiáveis ou tiver amigos idem morando nos EUA: "A taxa de participação nas eleições presidenciais americanas costuma situar-se entre os 55% e os 60%, o que podemos considerar como uma afluência aceitável, quando comparativamente considerado com países europeus onde também não vigora o sistema de voto obrigatório."Acrescento que segundo as pesquisas atuais esperam para a eleição presidencial que se aproxima, nos EUA, uma abstenção muito maior do que houve em 2008. Assim me parece que vive, sobrevive e dá aula uma democracia que não alimenta os "medos" que o candidato a Prefeito de S. Paulo, Sr Russomano, manifesta. Ele está completamente equivocado. Falei e disse.