É NATAL, MAS SERÁ MESMO?

    <!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}a:link, span.MsoHyperlink {color:blue; text-decoration:underline; text-underline:single;}a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed {color:purple; text-decoration:underline; text-underline:single;}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}–>Quem acompanha o meu trabalho sabe que se existem coisas sobre as quaisaté falo, mas não gosto muito de o fazer, uma delas é o Natal. Sim, porqueacabo contrariando alguns, especialmente amigos, que não aceitam o que escrevosobre o tema. Mas, que vou fazer? Não vou é mentir a mim mesmo para agradar aninguém. Isso jamais o faria. Muitos conhecem um dos meus poemas sobre esta época, refiro-me ao “ÉNatal”. Já houve quem dissesse que é dos mais bonitos que escrevi. Obrigado,sem falsa modéstia. Nele usei três personagens, Jesus, Maria e José. Eu osdescrevo numa visão muito real, toda minha, simbolizando três pessoas queconheci na Praça N. Sra. Da Paz, em Ipanema, há muitos anos. Não vou colocá-lo aqui por inteiro, pois sei que muitos já o conhecem,mas poderão lê-lo no “Expressão Poética” do Rio Total. Entrem, por favor, poreste link, é só clicar aqui . Continuemos nossa conversa. Já há muitas décadas não me conformo comtoda a parafernália montada em torno do Natal. Se vamos à Igreja os padrestambém condenam o que chamam de “comercialização do Natal”. Até que aí concordocom eles. E foi justamente por discordar disso tudo, mas não só disso, que nosanos 70, quando eu também era cineasta amador, produzindo filmes na bitola desuper-8, então em grande evidência no país, que realizei o “Gran Circo doNatal”.  Na película, em apenas 17 minutos, consegui colocar toda a minhacrítica, não só à comercialização da data, começando por aquela festa terrívelque creio ainda realizam no Maracanã com a chegada de “Papai Noel”, sem renas,mas de helicóptero, como criei também um personagem pobre, um menino carente detudo, e filmei cenas reais de uma farta mesa natalina em casa de minha cunhada. Misturei tudo com muita propaganda filmada de revistas, jornais e TV emritmo alucinante, cenas filmadas em subúrbio tendo tudo, ao fundo, músicas damelhor qualidade de Chico Buarque, de Ivan Lins, umas cantadas por este, outraspela saudosa Elis Regina, outra por Ângela Maira, montando enfim um autêntico”Gran Circo do Natal” (título do meu filme). Houve quem gostasse, pois além do excelente prêmio que me concederam naUniversidade Federal do Maranhão, tempos depois, em Curitiba, na magníficaMostra do CEFET, lá realizada então anualmente, o Júri houve por bem de criarum prêmio especial para conceder àquele meu trabalho. Qual prêmio? Pois lhesdigo: “Prêmio Solidariedade Humana”. Fiquei entre emocionado e muito feliz.     Há alguns anos escrevi outra poesia, novamente sobre o Natal, oumelhor, sobre “O Natal deles”. Ninguém espere ler nos meus versos sobre a épocanatalina algo sobre o nascimento de Jesus, ou qualquer outra motivação religiosa,nada disso, meus versos não conseguem, meus amigos, me desculpem. Vou mepermitir aqui colocar apenas a segunda parte deste poema que escrevi em 2005:”O Natal deles”: “Ah, eles caberãoem suas orações?É, também rezareipor eles, Afinal, é Natal, E assim nósdormiremos em paz.Mas … e eles, eeles?Será que irãodormir?Será que irãoacordar?Para quê? Paracontinuar a pedir,A implorar? ParamendigarPor sua própriavida? Então nada vai mudarAinda que possamosorarPor eles? … Nãohá saída?É, afinal, é Natal… mas não é deles.” Aliás, já li algumascontestações feitas ao fato de tanto a Igreja Católica, como outras,estabelecerem 25/Dezembro como sendo o dia do nascimento de Cristo. Reproduzireiaqui o que guardei após leitura que fiz há algum tempo atrás: “Quanto à morte de Cristo, nãopaira nenhuma dúvida, visto que foi julgado e crucificado nas comemorações daPáscoa judaica por volta do ano 27 ou 33 d.C.. O mesmo não acontece com a datado nascimento, pois não há nenhuma referência ao dia nos quatro evangelhos queregistraram a vida de Cristo.”. “Sem registro de uma data de nascimento, o aniversário de Cristo, comemoradopela maioria das igrejas cristãs no dia 25 de dezembro, é uma usurpação da datade nascimento de Mitra, o deus touro persa, deus solar, cultuado na Roma antigacomo “Sol Vencedor”.”As comemorações das Saturnálias (festas em honra ao deus romano Saturno), queculminavam com a comemoração do nascimento de Mitra, após o solstício deinverno no hemisfério norte, eram as festas pagãs mais tradicionais de Roma.Mesmo depois da cristianização do poderoso império, as tradições pagãs não serenderam à nova religião, o que levou a igreja primitiva cristã a transformaras festas nas comemorações do nascimento de Jesus Cristo, estabelecendo assim,o dia 25 de dezembro como a data natalícia oficial”.”Originário das festas pagãs, o Natal, poderosa e importante festa do mundocristão, nada mais é do que a adaptação da festa de um deus proscrito eesquecido, o misterioso deus solar Mitra, senhor do sol em um mundoincondicionalmente pagão”. Ora, se nem a data pode ser considerada como verdadeira para o eventoque as igrejas anunciam e festejam, é justo que desconfiemos de outrosinteresses por trás disso. A mim soa meio estranho. Há os que afirmam queCristo teria nascido na Primavera, não a nossa, claro. De qualquer forma, se você acredita, pois tenha um Feliz Natal, meuamigo, de coração.