O INTRUSO

    <!– /* Font Definitions */ @font-face {font-family:Verdana; panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:swiss; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}–>           Exagerei um poucoquando afirmei por aqui que sou “homem dos passarinhos”.   A admiração – de longe – que nutro pelos passarinhos vem desdequando a minha mãe mantinha gaiolas com pássaros na minha casa. Toda manhã,havia um diálogo entre a minha mãe e eles. Quando a conversa ficava muitoanimada, respondiam olhando para o alto, “dobrando” a cantoria. Um dia ela foitratar dos pássaros e não havia um para contar história.            Apareceunuma sala do BC  um periquito que ninguém queria.  Como possuía umviveiro vazio em casa, resolvi adotá-lo. Em casa, para que ele entrasse no”clima”, coloquei o bicho numa arapuca que ficava presa ao viveiro e fui tomarbanho. Ao ouvir a voz de uma das minhas filhas, gritei para que ela fosse ver asurpresa que estava na arapuca: Ela respondeu: “Que surpresa?! Não tem nadaaqui…”              Morei num apartamento em que aparecia um canário que ficava saltitando noparapeito da janela da sala. Depois que ele se acostumou com a minha presençative a “brilhante” idéia de fotografá-lo. Quando ele apareceu, enquadrei-o eapertei o disparador que funcionou concomitante ao “flash”. O canário foiembora e nunca mais voltou. E a foto queimou.              A área dos fundos da minha casa vive repleta de rolinhas e pardais que vão atélá comer a ração dos cachorros.  De um tempo para cá, quando o local estálivre dos pássaros concorrentes, passou a aparecer por lá um orgulhosoBem-te-vi  para “roubar” ração.            Agora, o Bem-te-vi arranjou uma namorada e só aparece acompanhado pela fêmea.Algumas vezes em que eu apareço, eles vão embora. Reclamei com minha esposa queeles estão me atrapalhando, porque, quando vou até a área, eles se espantam efazem uma barulheira que me assusta. Ela respondeu: Não é a presença deles queestá atrapalhando você. É você que está perturbando o romance deles!”           Estou começando a dar razão a quem diz que depois da aposentadoria você éum intruso em sua própria casa.

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