O MAR QUANDO QUEBRA NA PRAIA

    <!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}–>O título desta crônica nos traz pequena parte da letra de uma dascanções do nosso saudoso Dorival Caymi. No correr desses primeiros versos damúsica ele diz… “O mar quando quebra na praia, é bonito, é bonito…” Caymi, nosso poeta amante do mar, tinha toda razão no que afirmava.Cabo Frio sempre foi uma cidade privilegiada entre outras coisas pela beleza desuas dunas, e pela larga extensão de suas areias. Aliás, nossa areia sempre foibranca e fina como talco. Eu o decantei em prosa e em verso, modestamente,algumas vezes. Entretanto, a Natureza que sempre esteve presente em nossas belezas, derepente passou a ser agredida pela fúria do mar. Tudo começou na mais recenteressaca aqui ocorrida há uns dois meses. Enviei fotos a alguns amigos mostrandocenas daquele espetáculo assustador. O mar parecia querer derrubar o milenar Forte de São Mateus. Cobria asrochas mais altas do seu entorno e avançava contra as praias e a cidade.  Ondas muito fortes destruíram postos de Salva-Vidas, penetraram pordebaixo das escadas que os banhistas usam para descer à areia, fazendo o soloceder e as derrubando. Não havia mais escadas. Parte do mirante na altura do Malibu passou também a ficarcomprometida. Não, o mar quebrando em nossa praia já não estava bonito, deforma alguma. As pessoas olhavam tudo assustadas. O que viria depois?  Decorridos uns dois meses, meus amigos, parece que o mar “esqueceu” denos devolver nossas praias. Ouvi dizer que o mesmo fenômeno anda a ocorrer empraias da zona sul do Rio de Janeiro.  Pela TV a cabo, nós temos aqui uns cinco canais locais. Um deles, ocanal cinco, mantém uma câmera circulando por quase 360 graus, em frente àpraia, durante 24 horas por dia. Aquela imagem bonita que em alguns momentos gostávamos de ficar aassistir, já não existe mais. O mar insiste, até hoje, em avançar e avançarsempre contra as dunas e a mureta em frente ao mirante. Mesmo visto pela TVimpressiona perceber que o mar se assenhoreou da extensa e larga faixa deareia. As ondas não param de avançar expulsando os banhistas. Tantas vezes eufiz minhas caminhadas, no passado, naquela linda passarela de areia. Não hámais a passarela à beira-mar, somente lá em cima, no calçadão. Pessoas que trabalham há muitos anos na praia se queixam dos prejuízos.Pelo visto tão cedo não vão poder recompor o seu comércio. A imagem que se tematualmente, dia e noite, é de um mar que parece ter crescido para além delimites anteriores. As ondas formam uma seqüência interminável que diariamente avançam comose quisessem nos empurrar para trás. A verdade é que o homem, predador pornatureza, é o maior responsável por tudo que está a ocorrer, mas parece nãoaprender a lição, nunca. O mar, quando quebra na praia… quando voltará a ser bonito por aqui?

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