PODE SER SAUDADE

    <!– /* Font Definitions */ @font-face {font-family:Verdana; panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:swiss; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}–>Amigos, há quemcostume julgar que não se deve viver preso ao passado. Ao pé da letra estaexpressão “preso ao passado” me leva a concordar com eles, afinal isto costumanos conduzir a um comportamento meio doentio. Até aí tudo bem. Eu começo adiscordar a partir de quando incluem também o sentir saudades da infância e depessoas queridas, na forma mais sentimental da existência de todo ser humano.Pode-se conviver perfeitamente com esse sentimento sem estar apegado de formaradical a ele como se nada mais nos interasse na vida.  Não sei se meexplico bem, mas vamos em frente. A perda de um ente querido gerará sempre em nós umaforça nostálgica que inevitavelmente nos abalará por um período mais ou menoslongo conforme o que a pessoa que partiu pra sempre representava para nós emvida, amor, alegria, felicidade, etc. Isto é mais do que natural. A saudade irácomparecer em nossos dias de solidão. É mais do que normal. Se nada sentirmos éporque não havia reciprocidade nos sentimentos. Todos que estamosvindo de longe, de bem longe, nesta vida, eu já há quase 74 anos, outros poucomenos, outros pouco mais, temos acompanhado as evoluções, tanto da ciênciaquanto da tecnologia, etc, é verdade. Todavia, nesses tempos porque estamospassando atualmente, temos também comprovado degradantes e assustadorasinvoluções em hábitos e costumes de uma maneira geral. Essa autênticametamorfose, digamos assim, vai transformando seres humanos em verdadeirosmonstros e outros em excrementos desprezíveis a nortear uma sociedade doentepor rumos de um provável desprezível imundo novo. Os exemplos estão aí aosnossos olhos diariamente. Não nos agrada saber, porém não devemos ignorá-lostotalmente. Estamos mergulhados nessa triste realidade. Então, como nãosentir saudade de tempos em que nós éramos tão felizes, onde nos bastava o quetínhamos e convivíamos num mundo sem deslumbramentos nem obcecações que nos atraíssempara vícios que hoje estão a arrastar para a morte muito de nossa juventude, ea gerar um império de violência que já alcança o lamentável “status” de “crimeorganizado”? Pois é, e alguns denós ficávamos ainda a sonhar, nos tempos antigos, com uma época de temposmelhores no futuro! Pelo menos era o que nos diziam os mais velhos de então.Pois, amigos, já estamos no futuro, não se iludam, o futuro é diferente paracada um de nós, porém, para mim, por exemplo, e para muitos de vocês, ele já chegoufaz bastante tempo. Nós o estamos vivendo, ou sobrevivendo nele. Em alguns momentosme confesso um saudosista ferrenho, talvez não obstinado, mas sentindo mesmo afalta não só de pessoas como de valores, princípios, que tínhamos e que hojeinfelizmente estão a ser substituídos por “padrões sociais” (?!) aos quaissomos obrigados a nos adaptar para poder seguir vivendo em sociedade. Quando digo”obrigados a nos adaptar” claro que esse nosso comportamento acaba se mantendodentro de limites que a nossa conduta, até por formação educacional, aíincluídas a ética, a moral, a probidade, um relacionamento humano familiar ounão muito diferente do atual, e isso gera eventualmente alguns pequenosconflitos aos quais ou fechamos os olhos e os ouvidos ou nos envolvemos empolêmicas desagradáveis, desgastantes, que devemos evitar. Tornando esteassunto mais agradável, nada melhor do que enveredarmos rapidamente pelapoesia. Vamos lembrar apenas um simples verso de certa música popularbrasileira, bem antiga que diz… “Saudade, palavra triste quando se perde umgrande amor…”  Ou quem sabelembrando mais este, de Cartola… “As rosas exalam o perfume que roubam deti…” Parece tudo tão simples, simples como deveria ser a vida, mas os sereshumanos ainda não estão preparados para entender o que alguns privilegiados jáalcançam e nos deixam como legado. Um dia o mundo será melhor. Não me move aqui aintenção de fazer um tratado sobre saudade, do contrário teria que “convocar”tantos e tantos poetas, não só da língua portuguesa como de outras muitas, paranos desfilarem seus maravilhosos versos de amor e saudade. Mas não é este ofoco deste modesto texto que me foi ditado pelo coração e por uma razão cadadia mais preocupada com tudo que vê e que ouve. O título deste textoeu o tirei de um verso de bonita canção portuguesa. Assim vou encerrar comoutro de uma das mais belas músicas que conheço do cancioneiro português. Elepode, aparentemente, nada ter a ver com saudade, mas não importa, entendo quequem fala de amor acaba falando de saudade. Dizo verso a que me refiro: … “Viver abraçado ao fado, morrer abraçado a ti…”