TORCEDOR

    <!– /* Font Definitions */ @font-face {font-family:Verdana; panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:swiss; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}–>        Como nem "morte anunciada" da seleção brasileira na Copa tirou ofutebol da ordem do dia, o jeito é sair pela tangente e fazer uma visita aofantástico universo do torcedor. "Em assim sendo", afirmo que não temerro: aquele fanático que vai para o estádio de camisa do clube, bandeira,rádio, filho paramentado, cantando hino e gritando o nome de cada jogador é omesmo que, em caso de derrota, atira dinheiro e xinga os ídolos pela palavraque consideram uma ofensa capaz de merecer um duelo de pistolas: mercenário!         Em Friburgo, numdomingo de Fla-Flu decisivo, um tricolor, ouvindo o seu enorme rádio de pilhas,desfilou a manhã pelas principais ruas da cidade, com a camisa do Fluminense eportando, pendurada em diagonal, uma faixa que comemorava antecipadamente ocampeonato. Mas, à tarde o Flamengo venceu o jogo. Em seguida foram ouvidos osgritos de uma mulher. Era a esposa do tricolor tentando impedir que eleesmagasse com os pés o rádio de encontro ao chão, enquanto a camisa e a faixaqueimavam numa fogueira.         Essa não tem muito aver, mas faz parte do folclore baceniano: um jogador se desentendeu com o timeformado pelo pessoal do seu setor e se inscreveu em outro time para disputar ocampeonato da ASBAC de futebol. Antes do primeiro jogo, entretanto, foiinformado que ficaria na reserva. Inconformado, cancelou a sua inscriçãonaquele time e imediatamente fez nova no adversário que enfrentaria em instantes. Sedepender da minha imaginação, no novo time, também ficou na reserva.         Nesta Copa do Mundo,bem antes do jogo entre Portugal e Espanha fui levar minha neta ao colégio.Passei em frente a uma padaria onde na porta, do teto ao chão, tremulava umaimponente e enorme bandeira portuguesa. Em frente à bandeira, um orgulhosopatrício, vestido a caráter dava vivas ao seu país e afirmava ser o "CristianoRonaldo o melhor jogador do planeta". Quando fui pegar minha neta na saída docolégio, encontrei-o, vermelho que nem um pimentão, enrolado numa bandeirabrasileira para esconder a "camisola" do seu país, apressando e alertandoos empregados para retirarem a bandeira portuguesa antes que a destruísse.Nesse instante, foi cobrado pelo fiasco na Copa do Cristiano Ronaldo.         -"Aquele português parece-me uma bichona brasileira"! Foi o que conseguiuresponder de mais ameno, antes de subitamente permanecer em silêncio efixar o olhar em algum lugar longinquo, todavia, perto da sua imaginação.