Em nota, entidade trabalhista avalia que episódio do Banco Master demostra necessidade de se fortalecer a autoridade monetária
O Sindicato dos Funcionários do Banco Central divulgou nota publica nesta quinta-feira (8) defendendo que o episódio do Banco Master demonstra a necessidade de fortalecimento da autoridade monetária.
Na avaliação da entidade trabalhista, é preciso garantir a blindagem da instituição reguladora da economia para evitar a pressão de grupos privados.
“O Banco do Central não é uma empresa, mas uma autoridade estatal que exige proteção contra o lobby de grupos econômicos que poderiam atual em sentido contrário ao interesse da sociedade”, ressaltou.
A entidade financeira destacou que uma governança sólida protege a instituição contra a liberalização financeira e possíveis brechas para a infiltração de práticas ilícitas e ameaças à solidez do sistema financeiro.
“O caso Banco Master serviu como uma lição severa e oportuna: é preciso que o país fortaleça o Banco Central agora, garantindo que o regulador esteja plenamente blindado antes que a próxima crise imponha custos ainda mais altos ao Brasil”, observou.
A entidade trabalhista voltou a criticar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que confere independência orçamentária ao Banco Central. Na avaliação dela, a medida enfraquece a autonomia decisória da autoridade monetária.
O Banco Central tem sido pressionado a reverter a liquidação do Banco Master. Um grupo de influenciadores divulgaram que foram procurados para fazerem postagens contra a instituição financeira, o que é investigado pela Polícia Federal.
O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), ministro Vital do Rego, disse que a reversão da liquidação só pode ser feita pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A expectativa é de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva converse com o presidente do TCU na tentativa de evitar novos embates com o Banco Central.
Fonte: CNN Brasil
