Entidade defende que a autoridade monetária previne crises sistêmicas ao zelar pela estabilidade do sistema financeiro
Por Gabriel Shinohara | Valor — Brasília
O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) defendeu que o caso do Banco Master serviu como uma “lição” para que o Brasil fortaleça o BC e garanta que o regulador esteja “plenamente blindado” antes de uma próxima crise. A nota foi divulgada nesta quinta-feira (8).
O Sinal ainda destacou que a autoridade monetária previne crises sistêmicas ao zelar pela estabilidade do sistema financeiro. “Para que essa função seja exercida com integridade, é indispensável que a instituição esteja protegida de pressões conjunturais, assegurando que o interesse público prevaleça sobre interesses privados particulares”.
A entidade defende que o fortalecimento dos mecanismos de governança interna é “vital” para evitar conflitos de interesse. “Mais do que uma barreira burocrática, uma governança sólida protege a instituição contra a liberalização financeira e possíveis brechas para a infiltração de práticas ilícitas e ameaças à solidez do sistema financeiro nacional”, diz.
Na nota, o sindicato, que é contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autonomia financeira e orçamentária do BC, diz que a substituição do Regime Jurídico Único (RJU) por vínculos trabalhistas regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) fragiliza a autonomia técnica da instituição.
“A ausência do RJU como único regime possível para contratação de servidores, cenário previsto nas propostas de hibridização do Banco Central, deixaria os funcionários expostos a retaliações e ao silêncio obsequioso em crises como a do Banco Master”, diz a nota.
Fonte: Valor Econômico