Edição 004 - 27/01/2021

AS LIÇÕES DA FORD PARA O BRASIL

Durante todo o ano de 2020 fomos bombardeados pela propaganda corporativa de setores industriais que reivindicavam a manutenção dos subsídios para empresas ditas de “setores estratégicos”.

O grande mote era a importância da manutenção dos empregos. Seria um crime, diziam, não renovar estes subsídios, pois garantiam milhões de empregos.

As montadoras reclamam o tempo todo dos impostos, mas devolvem pouco ou nada depois de décadas de subsídios recebidos dos impostos dos brasileiros.

O acordo automotivo que as beneficia desde 1997 é o exemplo mais claro do fracasso retumbante da indústria no Brasil (não inova quase nada) e mostra como esse ramo da economia se esbalda por aqui.

Desde sua instalação no Brasil, a indústria automobilística só cresceu, sempre amparada em políticas de apoio adotadas pelos mais diferentes governos, conquistando importante espaço entre os grandes produtores mundiais.

A margem de lucro das montadoras no país é uma das maiores do mundo: enquanto nos EUA a margem é 2%, e no restante do mundo gira ao redor de 5%, no Brasil é em torno de 10% (segundo estudo do banco americano Morgan Stanley, publicado em 2011).

As empresas não deduzem do Custo Brasil os subsídios fiscais, a doação de terrenos feitas pelos Estados para que as montadoras se instalem em seu território – em troca da geração de emprego e da movimentação da economia local –, bem como o tratamento tributário especial dado através de subsídios do ICMS.

Nosso sistema tributário — com a tributação variando por produto, guerra fiscal entre os Estados e um sistema caótico de regras de crédito tributário — estimula o empreendedor a tomar decisões de investimento não porque ele vai fazer bem feito, mas porque ele vai pagar menos imposto.

Quando a demanda caiu e a expectativa de lucro se reduziu, na verdade os únicos parâmetros que contam de verdade para eles, a Ford não titubeou: vai fechar a sua fábrica em Camaçari e demitir cerca de 5.000 trabalhadores. Se somarmos os fornecedores, este número facilmente pode ser multiplicado por 5.

Ou seja, quando o lucro baixa, toda aquela balela da manutenção dos empregos desaparece instantaneamente.

O fechamento da Ford deveria enterrar a ideia de que o Governo pode gerar empregos escolhendo subsidiar setores, mas sabemos que o lobby não desistirá tão fácil.

E nós, Servidores Públicos, o que temos com isso?

Nas soluções para a terrível situação fiscal em que nos encontramos, a proposta da Reforma Tributária deveria começar com uma total reformulação destes subsídios empresariais que faz a alegria destas empresas.

Ao invés disso, somos ameaçados por uma PEC Emergencial que quer reduzir 25% dos nossos salários…

Enfim, a solução deles é que continuemos pagando a farra deles!

 

Informes PASBC (*)

VIDA UTI-MÓVEL Urgência e Emergência (21) 3461-3030
Atendimento pasbcrj.atendimento@bcb.gov.br (21) 2189-5216
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Assistência Social sos.assis.adrja@bcb.gov.br (21) 2189-5715

Pronto atendimento – Hospitais – RJ

Urgência e Emergência – Nacional

Os beneficiários que residem na região metropolitana das praças do Banco Central têm à disposição os serviços de empresas especializadas, durante 24 horas por dia, conforme especificado abaixo:

Orientação médica por telefone;
Pronto atendimento móvel de emergência
Pronto atendimento móvel de urgência

Para ter acesso ao serviço, o beneficiário deve observar os seguintes procedimentos:

Ligar, ou pedir para alguém com condições de fazê-lo, para a empresa especializada da praça de sua residência.

Explicar ao profissional atendente a situação e o quadro clínico em que se encontra o beneficiário.

O profissional atendente orientará o beneficiário ou seus familiares a respeito de procedimentos a serem seguidos para a obtenção da assistência médica mais adequada.

Caso necessária, a remoção do beneficiário será feita para estabelecimentos credenciados pelo PASBC, previamente indicados pelo Banco Central à contratada.

Nas localidades em que não haja empresa contratada para esse fim, é possível o reembolso de parte das despesas envolvidas com remoção, conforme tabelas do PASBC, desde que caracterizada a urgência e a emergência na documentação apresentada.

Mudanças no atendimento presencial do Depes (Ambulatório, Direto ao Ponto e PASBC)

Cobertura do exame pelo PASBC

Credenciados para realização do exame pelo PASBC

Cobertura de novos exames para detecção de Covid-19

(*) Informações extraídas do Portal BC Saúde. Para mais informações acesse: https://www3.bcb.gov.br/portalpasbc/Home/

 

ATENDIMENTO DO SINAL-RJ DURANTE A PANDEMIA

Presidente Regional: Sergio Belsito (21) 98124-1330

Convênios: Paulo Francisco (21) 99427-7121

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Recepção: Jenilson (21) 98338-7621

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