Edição 36 – 4/3/2022

Dez razões para nos mobilizarmos pela Reestruturação de Carreira com reajuste salarial


Restam apenas 29 dias até o prazo-limite, conforme estabelece a lei eleitoral, para que seja viabilizado algum reajuste remuneratório aos servidores federais. Não nos sobra tempo para acomodação e não nos faltam motivos para intensificarmos a mobilização pela recomposição salarial, bem como pela Reestruturação de Carreira. A seguir, listamos dez razões para o recrudescimento da luta.

1) Estamos sem reajuste há três anos. Apenas neste período, a perda do poder de compra é de, aproximadamente, 20%. Se levarmos em consideração o patamar remuneratório de julho de 2010, a corrosão inflacionária supera os 33%. Veja aqui o Corrosômetro;

2) Se não conseguirmos agora, devemos ficar sem reajuste por, pelo menos, mais dois anos. Em face das restrições legais, nova janela de oportunidade para a discussão de qualquer recomposição salarial se dará apenas com vistas a 2024;

3) As injustificáveis assimetrias remuneratórias frente a carreiras congêneres podem ser acentuadas, uma vez que o governo deve contemplar apenas algumas delas (como as da Polícia Federal) neste ano;

4) Nosso reajuste não atrapalha o equilíbrio e não tem impacto fiscal muito significativo, pois somos um efetivo pequeno em relação ao conjunto do funcionalismo;

5) Somos pertencentes a um dos quadros de servidores mais qualificados e produtivos do Brasil, portanto não há razões para não buscarmos o topo do Executivo;

6) A Autarquia tem se mostrado a cada dia mais importante para a economia nacional, provendo soluções inovadoras e tecnológicas, fruto do trabalho de seu corpo funcional. Logo, valorizar os servidores do Banco Central é valorizar o país;

7) Caso não haja um reajuste, teremos o agravamento do risco de RH (o BC poderá se tornar um “centro de treinamento de luxo”). O desalinhamento remuneratório com outras carreiras poderá causar uma fuga de quadros, em busca de instituições com melhores salários;

8) O reajuste nas tabelas do subsídio injetaria recursos no Programa de Assistência à Saúde dos Servidores do Banco Central (PASBC), ajudando a resolver outra questão prioritária para toda a categoria;

9) A diferença no tratamento recebido em relação a outras carreiras contribuirá para uma piora generalizada no clima organizacional, o que pode afetar diretamente as entregas; e

10) A mobilização em curso trata também da pauta não salarial, que contempla uma série de reivindicações, como: a modernização de atribuições e prerrogativas; a designação da carreira como essencial e exclusiva de Estado; a nova nomenclatura (Auditor) para os Analistas; o nível superior para os Técnicos; a Centrus como Previdência Complementar para os servidores; e o estabelecimento da taxa de supervisão.

Por isso, urge uma resposta contundente à omissão do governo federal em relação à nossa demanda. E você, servidor, é convocado a integrar esta luta.

Na próxima segunda-feira, 7 de março, às 14h, haverá Assembleia Geral Nacional (AGN) virtual para debate da mobilização em curso e deliberação sobre nova paralisação parcial das atividades no dia 10.

Confira aqui o Edital.

Somente teremos êxito com um engajamento amplo.

Participe!

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