Edição 06 - de 24/01/2019

Feliz contracheque novo! Mas, o que assusta você?

 

O Sinal-RJ convida os servidores, da ativa e aposentados, do Banco Central do Brasil no Rio de Janeiro, para um café da manhã em comemoração da conquista da última parcela do acordo salarial, a ser realizado no dia 01 de fevereiro, das 10h às 11h, no Restaurante do 25º andar do Edifício-Sede do Banco no Rio.

Mas como assim? Comemorar o cumprimento de um acordo de anos atrás como uma conquista? É isso mesmo. Cada etapa deste acordo, que deveria ter sido um direito, se tornou uma luta renhida pelo clima de ameaça constante que passamos a sofrer e que exigiu do Sinal acompanhamento e luta no Congresso e mesmo por vias judiciais.

O governo Temer iniciou uma retórica oficial, fartamente apoiada pela mídia financiada pelos grandes grupos econômicos: Nós atrapalhamos o crescimento econômico do país. Seríamos um lobby nefasto, que só se preocupa com os seus interesses e impede o bem intencionado governo de promover as modificações necessárias da nossa economia. A mídia nos pinta como um verdadeiro vilão de novela mexicana.

De volta à realidade: nosso Sindicato não luta por abusos extrateto, gratificações sem motivo ou qualquer forma de enriquecimento ilícito. O Sinal luta por remuneração condigna e garantia de direitos trabalhistas conquistados. No outro lado, este mesmo governo Temer, no final de 2018, realizou uma orgia de gastos, empenhando bilhões em despesas, e renovando por 20 anos isenções fiscais milionárias como o da indústria automobilística. Atos contra privilégios reais no Legislativo e no Judiciário: ZERO! No máximo, um toma lá, dá cá!

Quem será a mão que protegerá o futuro da sua carreira e dos seus vencimentos? O Governo? O Ministério da Economia? A Administração Central do BCB?

Certamente, não!

Muito pelo contrário, nem bem você recebe o seu novo contracheque, e lá vem a imposição de um novo modelo contributivo para o PASBC – vale dizer, REDUÇÃO EFETIVA DE SALÁRIO!

Chegou a hora de os servidores refletirem a apoiarem quem de fato é a mão que pode defendê-lo.

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