Edição 506 – 22.01.2026

HADDAD DIZ QUE BANCO CENTRAL DEVE FISCALIZAR FUNDOS DE INVESTIMENTOS

Em entrevista concedida ao UOL, o ministro da Economia, Fernando Haddad, sentenciou:
“Tem muita coisa que deveria estar no âmbito do Banco Central e que está no âmbito da CVM – na minha opinião, equivocadamente. O Banco Central tem que ampliar o seu perímetro regulatório e passar a fiscalizar os fundos”.
O que nos causa imensa perplexidade é como esta necessidade, e, ao mesmo tempo, comprovação da excelência do trabalho do Banco, ainda não nos assegurou o papel indiscutível de carreira típica de Estado, com a inserção estável dentro do RJU e a remuneração compatível com o tamanho das responsabilidades já assumidas e a serem ainda possivelmente ampliadas.
O Banco Master não conseguiu se safar dos seus problemas – e deixar para os cidadãos e para o Tesouro Nacional suas fraudes bilionárias – porque foi enfrentado por um Órgão de Estado.
Enquanto isso ocorre, com o BCB cumprindo de modo exemplar o seu papel institucional, outras Carreiras avançam, e a nossa “patina”.
Tal “patinar” acontece porque durante muito tempo tem havido a aposta pesada – e equivocada – da Diretoria do Banco na solução contida na PEC 65 (transformação do BCB em empresa privada e mudança de regime da Categoria do RJU para a CLT), PEC que vem sendo diuturnamente combatida pelo Sinal, que vem mostrando decididamente o poço sem fundo a que ela nos conduziria.
E o “patinar” de nossa Categoria acontece também porque a Diretoria do Banco não dialoga com o Sinal – legal e legítimo representante das (os) Servidoras (es) do BCB -, a Alta Administração do BC ao menos aparentemente nada fazendo em defesa de nossa Categoria.
Este é o momento em que a discussão de um novo desenho institucional para o Banco obriga:
– A manutenção do Banco Central do Brasil – na qualidade de Órgão Típico de Estado – na esfera do Direito Público.
– A manutenção das (os) Servidoras (es) do Banco Central no RJU.
– O encontro urgente de solução para a imensa defasagem remuneratória hoje existente em nossa Categoria.
– A manutenção de Carreira Única no Banco, com a implantação do nível superior para as (os) colegas Técnicas (os).
Se dúvidas existiam, o Caso Master tirou todas.
É hora de a Diretoria do Banco “cair na real”.
Já passou da hora de ela oferecer soluções efetivas e adequadas para os problemas do Banco Central do Brasil – certamente não a transformação do BCB em empresa pública, nem tampouco a mudança de regime da Categoria para a CLT -, Órgão Típico de Estado que cumpre o seu papel constitucional como poucas instituições em nossa República.

PEC-65: RUIM PARA O SERVIDOR DO BC,
PIOR PARA O BRASIL!

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