Edição 0 - 30/07/2003

Estß chegando a hora!

 isso colega do Banco Central. O PCS est  chegando a um
termo, embora desconhecido, e os pr¢ximos movimentos serÆo cruciais para
determinar o PCS que queremos. Recapitulando, a administra‡Æo do Banco anunciou,
depois de mais de 750 dias de luta, a forma‡Æo de um comitˆ de negocia‡Æo do PCS,
composta por integrantes da Casa Civil, Minist‚rio da Fazenda, Minist‚rio do
Planejamento, do Banco Central e dos sindicatos. A princ¡pio, este comitˆ teria
autonomia para negociar o PCS, o que hoje comprovou-se nÆo ser verdade, visto
que os representantes recusaram-se a apresentar proposta sem consultar os
ministros das respectivas  reas. Ou seja, depois de tantos dias de estudo,
teremos ainda uma etapa adicional a percorrer, como se o PCS nÆo fosse pra
ontem. E, ao que parece, nÆo ‚ mesmo, pois corremos o risco de s¢ ter PCS, seja
ele qual for, para 2004.

Muitos sÆo os percal‡os e dificuldades que se tem
apresentado. A administra‡Æo tamb‚m nÆo tem ajudado muito. Do comitˆ nÆo foi
permitido ao Sinal participar, como fora prometido, e ficamos sem not¡cias
concretas dos termos da negocia‡Æo, deixando todo o funcionalismo nesta
expectativa indigna. O Presidente Meirelles nÆo tem usado sua for‡a pol¡tica
para ajudar nas negocia‡äes, nem para contestar o fato de o Governo encarar o
Banco Central como carreira de segunda classe, pois, como dizem, nÆo arrecada.
NÆo arrecada, mas leva adiante importantes pol¡ticas para o Pa¡s, como a
monet ria e cambial. EntÆo ficamos nessa: um Presidente que nÆo se manifesta e
deixa sob nossa £nica responsabilidade a luta pol¡tica pela recomposi‡Æo
salarial.

Pois bem, nos pr¢ximos dias o governo pode decidir os termos
de um PCS para o Banco Central. J  afirmou que nÆo dar  aumento para as
comissäes, nem vˆ possibilidade de retroatividade, o que seria muito justo para
minimizar as perdas decorrentes de anos sem aumento. O PCS inicial, acordado
entre funcion rios e Institui‡Æo ficava or‡ado em 170 milhäes, e agora j  desceu
ao patamar de 100 milhäes, sabe-se l  sob que divisÆo. Os novos que tinham
esperan‡a de ter seus sal rios equiparados aos da Receita Federal, infelizmente
nÆo sabiam que eram encarados como funcion rios de segunda classe, e j  podem
ter a certeza de que este sal rio inicial poder  nÆo passar de uns 4.900 reais.
NÆo deixa de ser um aumento maior do que o esperado para o restante do quadro,
mas ainda assim abaixo da cr¡tica e abaixo dos outros ¢rgÆos que antes
julg vamos equiparados. Eleva‡Æo do limite da glosa nem pensar. Ou seja, tudo
estar  abaixo do que esper vamos como forma de compensar minimamente as perdas
decorrentes da d‚cada FHC. Isto ‚ o qu j  sabemos.

E entÆo, ser  que vamos continuar esperando sentados, que um
Presidente que at‚ agora nÆo demonstrou a sua for‡a em defesa dos seus
servidores resolva os nossos problemas?

Nossa luta ‚ muito dura e dif¡cil porque nÆo contamos com
mais ningu‚m al‚m de n¢s mesmos. Mas pelo menos com n¢s mesmos havemos de
contar. E ‚ somente com isso, com a nossa uniÆo, ‚ que ainda podemos conseguir
reverter a iminente situa‡Æo de degrada‡Æo do funcionalismo. Precisamos mais uma
vez estar fortalecidos para a luta final que poder  mostrar o que queremos e
vamos conseguir. Paremos todos para pensar se nÆo est  na hora de fortalecer o
funcionalismo do Banco Central como categoria unida, digna e merecedora de
respeito, de uma Institui‡Æo que muito j  fez pelo Pa¡s, e precisa continuar
fazendo. Para todos, os que j  tˆm participado das mobiliza‡äes e os que ainda
nÆo se engajaram, ‚ chegada a hora de solidarizar-se e se envolver de verdade
com o seu futuro.

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