Edição 0 - 29/08/2003

BC PARADO

O RIO DE JANEIRO, ACOMPANHANDO AS DECISåES DE BRASÖLIA E DAS
OUTRAS REGIONAIS, DECIDIU PELA GREVE AT TER€A-FEIRA.

O sentimento ‚ de que precisamos apoiar a administra‡Æo do
Banco e os sindicatos a negociar o PCS na ter‡a-feira, quando haver  reuniÆo do
Comitˆ, …s 14 horas. O momento ‚ crucial, e por isso, at‚ Bras¡lia, que poucas
vezes se mobiliza realmente, decidiu fazer greve por tempo indeterminado,
numa assembl‚ia significativa que contou com 400 funcion rios.

Do mesmo modo, todas as regionais estÆo mobilizadas. No Rio
de Janeiro, especialmente, o movimento cresceu ainda mais pela solidariza‡Æo aos
funcion rios agredidos na porta do Mecir pela tropa de choque da pol¡cia que
escoltava um carregamento da casa da moeda. Numa cena de cinema, funcion rios do
Banco foram empurrados, e at‚ derrubados, por policiais empunhando
metralhadoras. Sem querer fazer alarde com acontecido, a verdade ‚ que o fato s¢
nÆo ‚ in‚dito por que j  vivemos, tempos atr s, uma ‚poca conhecida como
ditadura. E sabemos que, nestas horas, a solidariedade fala mais alto,
mobilizando ainda mais os funcion rios.

Bras¡lia decidiu parar mesmo ap¢s o comunicado do Depes
anunciando a reuniÆo do Comitˆ na ter‡a-feira.

A verdade ‚ todos esperam algo mais da negocia‡Æo. No m¡nimo
um incremento do PCS que est  em torno de 86 milhäes e a garantia de que ele nÆo
nos excluir  da corre‡Æo dos vencimentos do funcionalismo p£blico, no ano que
vem. Se poss¡vel, o funcionalismo ainda espera alguma coisa em termos de
retroatividade, com a flexibiliza‡Æo do or‡amento.

Ou seja, parece que ter‡a-feira, dia 02 de setembro, pode ser
o final das negocia‡äes sobre o PCS, o que nÆo exclui todo o trƒmite posterior
de aprova‡Æo no Congresso etc. Mas, por isto mesmo, o funcionalismo est 
realmente unido nesta hora, num esfor‡o louv vel para conseguir o tÆo batalhado
PCS, apoiando as negocia‡äes do Banco Central, sindicatos e Governo.

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