Edição 23 - 21/06/2005

A palestra da BS Colway, na semana passada, comprovou que a Redução de Jornada é possível!

Na quarta-feira passada, dia 15 de junho, às 10h,  o empresário Francisco Simeão, sócio da empresa BS Colway Pneus, realizou uma palestra na sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, transmitida ao vivo pela TV Bacen para todas as regionais.

Ele demonstrou, de forma bastante convincente, que a redução de jornada de trabalho é possível e também vantajosa para as empresas. No caso da BS Colway, os trabalhadores tiveram sua jornada de trabalho reduzida de 8 para 6 horas, sem a redução dos salários. Os trabalhadores, com maior qualidade de vida, passaram a ser mais produtivos e motivados, gerando maiores lucros para a empresa.

O exemplo prático da BS Colway e de outras empresas que já adotaram práticas semelhantes comprova a tese de que a redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, é tecnicamente possível e economicamente viável e que todos, ao final, saem ganhando: as empresas, os trabalhadores e os clientes.

E no setor público, a redução da jornada também seria viável?

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça imple­mentou o horário de atendimento de 12 horas corridas, sendo dois turnos seguidos de 6 horas. Alguns servidores trabalham no primeiro turno e outros no segundo, de forma a compati­bili­zarem seus interesses pessoais com os interesses da direção do STJ e, principalmente, com o interesse da sociedade (um atendimento melhor e por um período mais prolongado).

O BNDES e o TCU, alternativamente, adotaram a jornada de 7 horas corridas. Com isso, há aumento de motivação por parte dos trabalhadores, há aumento de produtividade para as empresas e, em conseqüência, a sociedade ganha a melhoria dos serviços prestados. Nestes dois casos há ainda outra vantagem: os custos fixos de iluminação, água, limpeza e vigilância, entre outros, podem ser reduzidos se o horário de atendimento também for menor que o atual.

Ou seja, exemplos reais e concretos não faltam. O que está faltando, para termos todos esses benefícios aqui no BC, é a vontade política do Governo e da Diretoria do BC.

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