Edição 80 - 17/08/2005

COMISSÕES BAIXAS E DESIGUAIS, PROBLEMA DE TODOS NÓS.

O papel do sindicato é defender os interesses do funcionalismo, em especial os que alcançam toda a categoria. Aumentos lineares, PASBC e jornada reduzida de trabalho sem dúvida dizem respeito a todos e sempre terão prioridade na atuação do SINAL.

É inegável, por outro lado, a existência de muitas demandas mais localizadas, e nem por isso menos legítimas, justas ou merecedoras do pleno apoio do SINAL. Algumas delas, inclusive, já são defendidas abertamente pelo sindicato há bastante tempo. Somos um corpo funcional único, mas complexo demais para limitar nosso trabalho às questões amplas.

A Pauta Salarial 2005, aprovada pelo funcionalismo, traz uma reivindicação inédita: o aumento das comissões. Ora, seria legítima a defesa dos comissionados pelo SINAL? Entendemos que sim.

EM DEFESA DA INSTITUIÇÃO

Acima de tudo, trata-se de defender o Banco Central. O desestímulo dos comissionados – cerca de 1400 ocupantes de cargos-chave na estrutura e fundamentais no bom andamento da instituição – fragiliza a atuação do BC. Se é verdade que o sucesso do BC depende do trabalho de todos nós, é sobre os comissionados que recaem os maiores riscos e a maior responsabilidade.

Vale a pena ser comissionado hoje no BC? É razoável dedicar-se mais sem receber contrapartida decente?

Para alguns, talvez. Para a imensa maioria, a resposta é não. O gigantesco, deletério, incompreensível, injustificável e odioso fosso salarial, causado por justo e substancial aumento apenas nas mais altas comissões, dividiu o funcionalismo. É preciso corrigir tal distorção imediatamente.

A despeito de algumas políticas equivocadas da Diretoria Cole­giada e do sucateamento imposto por sucessivos governos, podemos afirmar que trabalhamos em uma instituição séria, competente e eficiente, cuja excelência – em especial a dos comis­sionados – deve ser reconhecida.

CONTRA A INDIFERENÇA DO GOVERNO, MOBILIZAÇÃO

A justa correção desse equívoco enfrenta, no entanto, forte resistência do Governo Lula. Ampara-se na apreciação simplista de que no BC o percentual de comissões em relação ao quadro de funcionários é muito superior à da média das demais instituições públicas. A conclusão inevitável da aplicação de tal método, que desconsidera a complexidade do trabalho, choca-se frontalmente com nossa reivindicação: o governo não somente nega o aumento, mas também pretende REDUZIR DRASTICAMENTE o número de comissões !!!

Nada mais natural para quem encara cargo em comissão como prêmio à militância, mas é cego ante as necessárias competência e contrapartida em trabalho para o Estado.

Vamos acompanhar sem qualquer reação mais um capítulo da interminável novela do desmonte do BC? O que fazer, diante do quadro ruim? MOBILIZAR-SE!!! A Campanha Salarial 2004 mostrou que a participação ativa dos comissionados no movimento, sobretudo em Brasília, foi decisiva para o fechamento do acordo em bases razoáveis.

VAMOS REPETIR A DOSE!!!

Todos juntos: comissionados de hoje e de amanhã na defesa de comissões decentes, em número compatível com a complexidade do trabalho desenvolvido no BC.

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